Que bom podermos conversar

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Os dois infinitos meses chegaram ao fim e o médico tinha uma cura para Jacob eu fiquei muito animada e fui com o médico para testarmos o antídoto nele.
O médico aplicou a injeção em Jacob e eu fiquei segurando a mão dele, o doutor saiu e eu fiquei ao lado da cama olhando e pensando como seria apartir da hora que Jacob acordasse e eu pudesse falar com ele era estranho pensar naquilo.
Alguns minutos depois senti algo apertar minha mão eu olhei para ela junto a de Jacob e a mão dele estava agora feixada também segurando a minha. Eu olhei para seu rosto que agora passava a ter uma expressão triste, cansada e amedrontada. Seu olhos aos poucos foram se abrindo e vendo a primeira figura em sua frente no caso eu, ele falou com dificuldade:- Quem é você?
- Oi Jacob, eu me chamo Marrie e eu comecei a visita-lo todos os dias. Como se sente?
- Acho que bem, cadê minha tia?
- Ela vem toda semana mas hoje ela teve que viajar. Você já tem alta, tem onde ficar?
- Não, minha tia é meu único parente perto.
- Você pode ficar na minha casa até sua tia voltar.
Ele assentiu e após perguntou:- Oque aconteceu comigo?
- Não sei ao certo mas injetaram em você uma substância que induz um como por tempo indeterminado. Você não lembra de nada?
- Não. Eu não estou sentindo minhas pernas, chame um médico por favor.
Eu imediatamente fui até o médico que levou Jacob para alguns exames e eu fiquei esperando no quarto.
Jacob
Os exames demoraram bastante, quando entrei no meu quarto Marie estava dormindo em minha cama, a cadeira de rodas parecia um pouco pesada mas mesmo assim eu me aproximei da cama e fiquei observando-a ela tinha cabelos negros e longos, bochechas rosadas e havia reparado antes em seus olhos castanhos.
Fiquei me perguntando porque ela me visitava sem nunca nem ter me visto.

O Garoto Do Quarto 26.Onde histórias criam vida. Descubra agora