Eu , aleatóriamente me dirijo à atenção para quem surge, parando completamente o magnífico beijo de Thomas.
- O que significa isto? _ uma moça, de olhos azuis e loira oxigenada diz me encarando _ Posso saber? Ein? _ e se dirige ao Thomas.
- Você é cega além de burra? _ Thomas diz bravo.
- Irá pagar por cada palavra Thomas . Aguarde. _ ela diz ferozmente e saí bufando.
- Quem é essa? _ pergunto, sem entender.
- Leona Linns. _ ele responde.
- E por que ela falo isso? _ pergunto.
- Não é da sua conta. Já chega de perguntas. _ ele muda de pervertido para nervoso, e fecha a cara depois daquelas palavras. Depois, segue seu caminho passando por mim e esbarra, dando-me uma ombrada; como se eu não fosse nada e entra na casa.
Que bruto! Ele me beija e me trata assim?
Ahhhhhh que raiva, eu sabia! Eu fui muito burra pra perceber que ele não tava nem aí pra mim, só queria se aproveitar de mim. Meu primeiro beijo foi meu PESADELO !!! AH, ele vai ver....nunca mais vou passar por isso, de agora em diante eu comando as coisas por aki!Entro limpando as últimas lágrimas que irão cair sobre meu rosto, e vejo Thomas conversando com Deny. Não ouço, mas parecem sérios e muitos preocupados.
Subo pelas escadas e entro no meu quarto. Peraí, este não é o meu quarto. Olho ao meu redor e acho que tou tão desligada que acabei me confundindo e entrando no quarto errado.
Mas, como sou curiosa, o quarto me chama a atenção. Ele é todo preto e tem várias prateleiras com livros grossos, as paredes cheios de quadros, de váriados tamanhos, o piso totalmente diferente do restante da casa e de qualquer outro cômodo. Olho atentamente cada detalhe, e me perdo em cada quadro, suas figuras indiferente e insignificante porém atrativo. Em cada livro de autores desconhecidos. Ouço ao longe passos na escada. "Meu Deus, e agora? O que é que eu faço ? " Passo para o funda daquela sala ou quarto, sei lá oque, e me agacho atrás das partelheiras. A porta se abre bruscamente.
- Já disse Thomas, não vou repetir. _ Deny diz convicto e aparentemente nervoso.
- Mas pa...
- Não me ouviu? Isso não me interessa, não é da minha conta. _ Deny diz se sentando na poltrona em frente à uma mesinha no centro, afastado das partelheiras_ E chega desse assunto, não tem mais oque fazer não? Vai trabalhar vai! Cadê Manny? Vá vê se precisa de algo. Vá! _ ele completa.
Thomas se dirige pela porta cabisbaixo. Áh, meu Deus, e agora? Como é que vou sair daqui? E se Thomas for me procurar e não me achar?
( tuuuhf ) Um dos livros cai. Deny olha para a direção de onde se origina o barulho, ou no caso, em minha MINHA direção.
Ele caminha lentamente para o fundo da sala, e eu começo a soar frio, sem saber o que falar, o que fazer. Estou perdida. Acredito este quarto é do corredor direito, onde " não tem nada do meu interesse " !
Ele estreita o olhar e diz:
- Tem alguém aí?
Me agacho o máximo que já agachei na minha vida, e tento não respirar alto.
Ele anda de vagar e pela uma sombra que aparece na parede vejo que suas mãos aguardam em algo debaixo da jaqueta. Ele fica tão próximo e eu congelo, meu coração dispara e....
( thum Thum THUUMMM )
Alguém bate na porta desesperado e adentra num piscar de olhos.
- Deny, situação 5.5 !
- Grau de ocorrência ? _ Deny pergunta.
- VERMELHO !!! _ reconheço a voz e sei que é Thomas quem diz.
Deny dispara para as portas se esquecendo de mim, ops, do " barulho " , mas percebo que é algo de se preocupar de verdade. Todos saem da sala como se o mundo estivesse acabando.
Me levanto e vou até a porta, vejo se o caminho está livre e não vejo ninguém. Saio correndo para meu quarto e fecho a porta atrás de mim, nervosa, completamente aliviada.Algo atinge minha janela.
Meu Deus. O que será?
Me aproximo da janela e vejo muitos homens de preto, com armas e capacetes. Todos se esqueirando-se e se preparando para alguma coisa. Eles começam uma contagem regressiva, miram para um homem, que pareçe ser superior, e que notoriamente se veste igualmente. Esse homem levanta sua mão direita , na qual não segura sua arma, e no meio da contagem com os dedos começa a apontar para lugares referentes, assim, com o dedo ele procura um em especial, passa com o dedo em várias janelas, volta, passa, passa denovo, até... apontar em minha janela fixamente e concentrado.
Meu senhor , porquê MINHA janela?
Há, obviamente eles não suspeitam que este quarto seja meu...
- Venha comigo, agora! _ alguém entra sem ao menos eu perceber por estar em raciocínio lógico, e me puxa bruscamente, me tirando para fora do quarto........
- Oquê está acontecendo? _ pergunto.
- Agora não menina._ levo como resposta.
- EU FIZ UMA PERGUNTA ! Quero saber AGORA !!! _ grito ao meu estress.
- Você não vai querer saber!
Então ele olha no fundo dos meus olhos, sem saber qual palavras usar para dar um basta definitivamente nas minhas especulações. Eu entendi muito bem, e por isso, me calei.( ALI ESTÁ ELA . VAMOS !!! ) _ alguém gritou no fim do corredor.
Entramos por uma passagem secreta , eu acho , porque simplesmente uma porta se abriu e adentramos. Seguimos apressados em um corredor no subsolo , escuro, e pelo que reparei, cheios de morcegos.
- Fim da linha ! _ foi a última coisa que ouvi.Minha cabeça dói, não me recordo como vim parar aqui, mais meus olhos observam além da cama que estou deitada e não reconheço especificamente nada.
- Ela acordou . _ alguém diz ao meu lado que eu não havia siquer notado. A pessoa era um homem alto e bem vestido, que sai pela porta à fora.
Reparo nos detalhes e tento lembrar do que aconteceu. Lembro da biblioteca, da conversa de alguém sobre.... não sei. Das pessoas envadindo a casa de meu pai, do corredor, passagem secreta e fim! Não sei mais. Será que é isso mesmo?
- Levante-se ! _ meu pai adentra ao quarto me dando um grande susto_ Temos muito que conversar .
- Há, pode ter certeza que temos mesmo muito oqu....
- FALEI LEVANTE-SE ! _ ele grita bruscamente. "Opss...ok. Como quiser!"Me levanto e o sigo, que anda como se fosse um soldado.
Chegamos a um consultório escuro , ele acende as luzes e eu me deparo com muitos e muitos.... computadores ?
- Bem, aqui é meu trabalho. Ficará uns dias aqui neste prédio até ser seguro voltarmos para casa. Aqui...suponho que ninguém era nos encontrar. _ ele fala.
- Seguro de quê? _ interrompo.
- Manny, não há tempo para suas perguntas. _ ele diz rígido _ As regras são simples : faça o que te mandarem fazer ; sem contato com ninguém ; sem ficar perambulando pelo o prédio; sem qualquer tipo de gracinhas e principalmente sem perguntas!
-
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Pra Sempre . . .
Romance... Você acredita no " SEMPRE " ? Você pensa em suas palavras quando diz à alguém? Acredita em promessas? A vida é um dom. E o destino é seu guia. O sempre não existe conforme passa os dias. A história de Manny Sammer, uma menina meiga e linda, de 1...