2° Semestre

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Boa Leitura!

O toque do celular me despertou, aquele refrão da música, Sorry Not Sorry, da Demi Lovato, era contagiante, um tanto perfeito para à difícil tarefa de levantar às 6h00 da manhã:

"...Baby, I'm sorry (I'm sorry)..."

Dizia a canção.

**Ligação on**

- Alô?
-É a Kath!
-Bom dia Kath!
-Bom dia! Já tá pronta?

No mesmo momento olhei para o relógio, eram 6h35. A aula no começava às 7h00, eu tinha a maldita mania de acordar tarde.

- Meu Deus! Falta menos de 30 minutos para às 7h00.
- Não vá me dizer que acabou de acordar, vou te matar garota- eu adorava rir de Kath irritada, apesar de não ser o momento, ainda sim, nunca perdia a graça - Vá se  arrumar agora, eu passo ai pra te buscar.
- Obrigada, Kath!
- Vai logo! Tchau!

**Ligação off**

Me arrumei e comi o mais rápido que pude, graças a Kath chegamos pontualmente na escola.

Katherine era minha melhor amiga, aquela pessoa que vivia me salvando e estava comigo nos momentos mais difíceis. Somos amigas de infância, nossas mães eram melhores amigas, crescemos como irmãs, quando a mãe de Kath morreu por cancêr avançado foi um choque para todos porquê ninguém suspeitava da doença, isso já fazia 5 anos, mas Kath nunca se recuperou totalmente, quando ela lembra da mãe é difícil para mim porquê não sei lidar com as palavras nesses momentos, as vezes não sei bem o que dizer e acabo ficando mal, talvez ela possa pensar que não me importo com isso ou com ela, a Mália era como uma segunda mãe para mim, também me doí ainda lembrar que ela se foi.

Jersey School, era o nome do meu colégio, tinha o nome da minha cidade, mas sem o Nova na frente, se preciso ser mais especifica, moro em Nova Jersey, estou no último ano, felizmente, já falta um semestre para a formatura, todos estamos muito ansiosos, despedidas, baile de inverno, formatura, universidade, futuras profissões, etc. Sem dúvidas esse será um semestre decisivo. Acabamos de voltar das férias que há entre os semestres escolares, o "descanso" que, infelizmente, chegou ao fim.

Assim que Kath estacionou o carro, já avistei Bryan esperando entrada do refeitório, assim que viu o carro, começou a andar em nossa direção.

- Oi Kath! - cumprimentou ele.

- Oi e tchau! Se não vou me atrasar, tchau povo lindo! - se despediu alegremente, Kath.

- Como vai Lottie? - perguntou Bryan.

- Vou bem e você?

- Melhor do que nunca! - respondeu ele.

Comecei a caminhar até meu armário e ele me seguiu.

- Eu não te vi muito durante as férias, você não estava saindo muito ou estava me evitando? - perguntou dando um sorriso.

- Os dois talvez - sorri e ele sorriu de volta.

- Imaginei, posso saber por quê?

Conheci Bryan na festa de 15 anos da Kath, ele foi convidado pelo Gabriel, primo dela, Kath e Gabriel queriam me empurrar para Bryan, eu era a inócente dos meus amigos na época, a única que nunca tinha beijado na boca, o esquema era esse, ele tinha que me beijar e foi o que ele fez, Bryan foi o primeiro garoto que beijei de língua, minha primeira troca de afetos com o sexo oposto foi aos 14 anos, inacreditávelmente, foi quase o beijo perfeito, sem mau hálito de ambas as partes, sem batida de dente, com calor e intensidade, como eu disse foi quase perfeito, teria sido o beijo perfeito se não fosse por um detalhe, quando Bryan e eu paramos de nos beijar, ele disse: ECA! Para termos a noção de que uma palavra tem o poder de mudar tudo, sim. Essa pequena palavra de três letras acabou com todo o clima, o encanto daquele momento foi estragado por uma palavra boba. Por que Byan tem esse dom de estragar tudo? Não entendo. Ele disse que não queria dizer aquilo, que havia sido sem querer, que eu até beijava bem, mas era uma experiência nojenta para ele, o que deixou óbvio que eu também tinha sido a primeira garota que ele havia beijado, apesar de ser uma expêriencia nova, ainda sim, fiquei traumatizada com aquela cena, foi chocante. Depois do trauma, acabamos construindo uma relação amigavél que já tinha mais de 3 anos.

- Não, descubra sozinho, eu sei que você consegue - o encorajei e dei um breve sorriso.

- Por que você faz isso comigo Lottie Buckley? - perguntou ele dramátizando a situação.

- Faço o que? - perguntei com sincero interesse.

- Você brinca comigo, não é completamente sincera quanto aos seus sentimentos - Respondeu ele, voltando ao assunto que me fez evitar até o final das férias.

- Acabou de responder sua pergunta anterior, esse é o assunto que eu tenho evitado e, sinceramente, não ainda não tô afim de falar sobre isso - respondi secamente.

- Lottie, por favor, a gente precisa conversar sobre isso - pediu ele.

- Não, Bryan, a gente não precisa - declarei- eu preciso ir se não vou me atrasar.

- Lottie, almoça comigo, quero esclarecer todos os meus sentimentos, essa é a sua chance de me convencer e também, se convencer, de que não podemos ter nada- tentou me convencer ele.

- Bryan..- o sinal tocou e me pressionou a tomar alguma decisão, eu precisava ir para a aula - eu não sei, desculpa, preciso ir.

Me virei em direção a ala de biológia.

- Tudo bem, mas isso não vai terminar aqui ouviu - garantiu ele, falando alto para que eu escultasse perfeitamente da distância que estavamos, olhei para trás e ele sorria, então sorri duramente e me virei novamente e segui até a minha sala.

Assim que entrei procurei um lugar no fundo da sala e me acomôdei, eu odiava sentar na frente, sentar na frente era ser o centro das atenções tantos dos professores quanto por parte dos colegas, eu procurava ser o mais invísivel possível, e tenho que admitir, não é uma tarefa nada difícil.

Por conta no ocorrido anterior, não estava nada fácil prestar atenção na aula, minha cabeça ficava remoendo cada uma das palavras de Bryan e às absorvendo, impussionava meus sentimentos, mas eles não se manisfestavam, eu queria poder entender o que sentia por ele, eu tinha medo de perder a amizade dele, de estragar tudo e de magoá-lo ou talvez se eu gostasse dele, eu acabasse perdendo ele, eu não queria nada disso, eu desejava que essa história nunca tivesse passado pela cabeça de Bryan, as coisas estavam tão normais e tranquilas antes, como tudo foi ficar tão complicado?

As horas se passaram rapidamente, já era minha quarta aula hoje e eu nem fazia noção do tempo.

Quando entrei na sala de química notei as fileiras estavam aglomeradas em duplas, o que me pertubou, eu não queria companhia, não hoje. Droga, tudo estava tão complicado!

- Senhorita Buckley! - sorriu o professor McCall - Como pode ver todos tem suas duplas, só me resta pedir que se sente com o rapaz aqui na frente.

Olhei na direção que o professor apontava e me deparei com um garoto pálido de boné na minha frente, assenti e me sentei ao seu lado, desejando ser chamada pela coordenação ou qualquer um que me tirasse daquela sala imediatamente.

- Oi! - cumprimentou o garoto ao meu lado simpático.

O cumprimentei de volta, porém secamente.

- Meu nome é Jeremy e o seu? - perguntou ele, sorrindo.

- Olha, - me virei e o encarei duramente - sinto muito, mas não tô com paciência para fazer amizades hoje.

Ele não tentou mais puxar assunto.

- E a propósito, é Lottie! - respondi me referindo a sua pergunta anterior, tentando parecer menos dura.

Ele olhou para mim ainda em siléncio, pude observar seus traços mais detalhadamente, seus olhos eram incrívelmente azuis e penetrantes, desviei-me deles no mínimo 5 vezes, esperando que ele dissesse algo, mas não disse.

Enfim bateu o sinal para o fim da aula, guardei minhas coisas e meu parceiro de mesa também.

- Sinto muito, Lottie! - disse Jeremy, se virando para mim antes de partir e saiu.

Eu apenas assenti.

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Meu Querido ProfessorOnde histórias criam vida. Descubra agora