Capítulo 4

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" Quando a chuva estiver soprando no seu rosto

E o mundo todo incomodar você

Eu poderia te oferecer um abraço caloroso

Para fazer você sentir o meu amor

Quando as sombras da noite e as estrelas aparecerem

E não houver ninguém lá para secar suas lágrimas

Eu poderia te segurar por um milhão de anos

Para fazer você sentir o meu amor"


POV Dakota

Minha mãe saiu sem me avisar e preciso de algumas coisas da cidade...a tarde vou ver se faço isso. Estou na cama deitada vendo TV. Hoje já comi muito e só de sentir o cheiro do almoço minha boca saliva. Estou assistindo um filme de romance e nossa devo estar mais sensível do que nunca porque a cada declaração acabo chorando junto com a personagem. 

Escuto o carro da minha mãe parando e resolvo nem descer já que a primeira coisa que ela faz é vir onde estou para saber como vão as coisas. Não demora muito e ela me chama, dizendo que trouxe uma coisa pra mim...aposto que é comida ou alguma coisa para o bebê....pode ser alguma roupa para gestante também... Desço devagar as escadas:

- Mama você foi e nem me acor...

Quando olho para a sala dou de cara com Paul, parado me olhando. Minhas pernas travam no lugar e não consigo ter nenhuma reação...Será que estou sonhando?

- Oi meu amor, eu voltei...

Sua voz me tira do transe...engulo e ainda em choque consigo sair do lugar indo em direção a ele que abre seus braços para que eu o abrace apertado. Não consigo conter as lágrimas quando sinto que ele chora também.  Ele soluça com a cabeça encostada em meu ombro e faço cafuné em seu cabelo. 

Aos poucos ele vai parando e se acalmando. Ainda não entendo como ele está aqui, é tudo muito real e eu mal consigo acreditar! Ele vai me soltando devagar e ajoelha em frente a minha barriga a abraçando. Encosta sua cabeça nela e chora. Passo a mão em seu cabelo e começo:

- Amor como você veio pra casa? Aconteceu alguma coisa?

Ele continua com a cabeça encostada em minha barriga:

- Além de vocês dois eu tenho mais um anjo que é sua mãe...

Olho para ela e começo a chorar. Ela vem até mim e eu dou um beijo...ela enxuga minhas lágrimas e começa:

- Eu não poderia deixar ele preso...a oportunidade surgiu e eu não quero ver suas lágrimas de saudades filha...Vamos enfrentar o mundo daqui em diante, mas Paul me deu sua palavra e eu acredito nele...

- Mama eu te amo tanto!

- Eu também meu amor! 

Paul se levanta e sua boca encontra a minha. Entre lágrimas nos beijamos...aquele beijo doce que mata aos poucos a saudade. Aos poucos vamos no soltando e ele me abraça de novo beijando meu cabelo e eu encosto a cabeça em seu peito...como senti falta disso, do meu porto seguro.  Sinto sua respiração aliviada e me acalmo também.

- Amor que tal um banho? Para tirar de vez tudo isso! De agora em diante é vida nova! 

- Tá bom, com você eu topo o que for...

O puxo e beijo de novo... pego em sua mão e ele com a outra, pega a mochila no sofá. Minha mãe grita da cozinha:

- Não demorem, vamos colocar o almoço na mesa!

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