Capítulo 2 Minha Infância

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 Minha infância basa-se em momentos que literalmente marcaram minha vida inteira pelo simples fato de ser o motivo do que me tornei, de quem sou ou de quem tento ser, meu pequeno pesadelo minha inútil infância. Relata que quando nasci não fui a mais desejada da família, a mais amada, a mais querida ou a filha querida, nasci com um defeito que até hoje carrego amar sem ser amada. Todos me olhavam como se eu fosse um monstro que nasceu para destruir a vida de todos, uma criança,  que seria só mais uma criança sem importância. 

Quando eu era criança brincava com as formigas, arrancava os braços das bonecas e cortava os cabelos delas, falava sozinha e sonha com monstro que me davam medo de dormir, chorava com saudade do pai de baixo da mesa da cozinha enquanto mamãe cozinhava a janta, pulava das arvores para quebrar as penas ou o braço só para ter atenção e ter a sensação de como era.Minha mãe dizia que eu não precisava de amigos, não nasci grudada a ninguém e eu sabia me virar sozinha.

Eu fui crescendo e me decepcionando primeiro minha irmã saiu de casa por minha mãe nunca ama-lá e por sempre crítica-lá por sua cor negra, meu irmão começou a usar droga como minha mãe, meu tio Isaías foi morto atropelado por uma carreta após desviar de uma camionete, bom isso tudo aconteceu em anos seguidos desde 2004. Tudo isso tinha parado mais parti de 2011 á 2012 tudo volto novamente não da quele jeito, mas pior, minha mãe havia morrido eu não sabia oque fazer, bom antes dela chegar a falecer ela dizia que não se sentia bem que estava morrendo e que eu iria ficar só, e isso aconteceu varias vezes durante alguns anos e eu duvidada achava ser drama, achava que era pra me assustar, mais uma visita ao medico me fez abrir aos olhos, e eu comecei a dá mais atenção para as suas dores e sempre que ela dizia que tava com dor eu imaginava perdendo-a, eu via ela me deixando, via ela morrendo e chorava muito e por isso eu achava que estava preparada para a sua partida que eu tava pronta, que eu não ia sofrer ... Após sua morte eu não consegui reagir, eu não chorava, eu não sorria, eu só olhava, eu só reagia normalmente, do meu jeito,  e quando ela se foi realmente de verdade sem ser da minha cabeça, eu percebi que não, eu não estava pronta para tudo aquilo. Meu tio José disse uma vez " A CULPA É SUA DELA TER MORRIDO VOCÊ A MATO, VOCÊ É A CULPADA " e eu ouvi quilo como se fosse eu o câncer e o tratamento de emódialiase que á matou, como se eu fosse uma criminosa ou a unica culpada de sua morte, eu fingia não acreditar  na minha dor, na sua morte e na ninha perda, eu só tinha algumas perguntas por que ela me deixou?, por que ela não me levou?, eu sou a culpada de sua morte?, eu podia ter feito algo? por que ? por que ? perguntas sem respostas .

  Eu amava viaja em família, amava muda de casa, mas,  nunca mudar de amigos, nunca de cidade e meu tio discretamente mexia com drogas, ele não era agressivo ou perdia o controle ele era apenas uma pessoa normal que usava droga, sua maconha, sim ele trabalhava para sustentar seu uso, e a família também. Um dia ele chamou a família toda e disse " acontece que tó desconfiado de uns trens e fiquei sabendo que alguém que me matar e hoje anoite agente vai embora para o Rio Grande do Sul pra casa de um amigo " direto ele não. Eu fui arrumei e como sempre meu tio me conhece e ele viu que eu não estava animada e me pergunto " danada cê não quer ir né ? você não tá animada? tá?" e sem medo respondi " não, não to animada eu não quero muda eu não quero ir  mas não quero te decepcionar." e ele me olhou cochichou com minha tia e depois disse " Seu irmã tá aqui e eu tenho que ir, mais eu não vou te obrigar e você pode ficar o aluguel da casa tá pago três meses adiantado, no super- mercado tá pago toda a despesa da casa e tem carne paga também. Eles foram e eu fiquei eu e a casa, as paredes e a solidão.

Na quela mesma noite eu tomei meu banho, coloquei me short curto  jeans, uma blusa preta de caveira decotada e que mostrava abarriga e um tênis verde com branco de cano alto,. Eu sai de casa até a pracinha e encontrei um amigo conhecido como Vitinho e ali mesmo a gente sento conversou, bebeu, brinco, canto, gritou de alegria, pulo e beijo a noite toda. Depois eu fui pra casa sozinha e tudo que eu queria era meu tio pra fala no meu ouvido sobre a hora que eu tava chegando, mas tudo que encontrei foi as paredes pintadas e tudo silencioso ....

Da quela noite então minha vidinha  foi aquela festa, bebidas, garotos, "amigos", e sueira , depois veio as drogas, brigas nas festas, relacionamentos mal acabados, e etc. Eu fui morar com umas amigas Denise e nega, e todo dia era bom, todo dia era o dia, e eu tava "feliz", tava do jeito que queria. Parei de estudar quando meu tio foi embora e não voltei mais, até o conselho aparacer do nada atrás de mim em 2012, mais eu não precisava mais deles eu já tava melhor, eu tinha parado de usar droga por causa de um namorado que me ajudou a parar e que tava me ajudando a estudar, ele sempre me ajudo, me deu a mão quando eu mais precisei e mesmo sendo louca do jeito que sou ele me deu seu melhor e eu gostava dele, agente acabo terminando e eu voltei a usar a ser a mesma garota que eu queria ser. Depois o conselho finalmente me encontro e eu fugi, e eles  continuaram a mi procurar....

A VIDA QUE EU LEVO...Where stories live. Discover now