Minha infância

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Quando eu era criança, fui ao supermercado com minha mãe. Lembro que peguei um iogurte e corri até onde ela estava, para pedir a ela para comprar para mim. Levei um tapa na cara por isso! Então voltei e fui deixar o iogurte no lugar. Quando cheguei em casa, ela falou a meu pai sobre meu comportamento, como de costume, ele estava bêbado e me bateu, me mandou para meu quarto, falaram que não iria jantar naquela noite, fiquei chorando, naquela noite teria carne e a gente quase não comia isso, o meu choro foi motivo para mais uma surra. Depois disso, eu fui para meu quarto. Passou-se uns dias, minha mãe tinha saído para trabalhar e eu fiquei em casa com meu pai, que como sempre estava bêbado, então falei que iria para meu quarto, ele não me deixou ir, disse que eu iria ajudar ele em algo. Então começou a abrir o cinto da calça e mandou eu tirar minha roupa, eu tinha nove anos e estava bastante assustado, não queria apanhar de novo, pois ainda estava cheio de hematomas. Então tirei meu short! Quando eu olhei, meu pai estava totalmente pelado, ele mandou eu deitar no sofá, ainda posso sentir o cheiro de bebida derramada nele. Foi então que ele pegou a merda de seu pau e me estuprou, eu chorava e me mexia com dor, mas ele dava murro em minhas costas toda vez que eu tentava escapar, então ele mandou eu ficar de joelho e chupar o pau dele, me lembro que tinha gosto de sangue, do meu sangue. Me deu um ataque de fúria e eu o morri, e então, em um ataque de raiva, ele começou a me dar socos na cabeça, até que eu desmaiei e acordei no meu quarto. O lençol de minha cama estava sujo de sangue, eu estava com muita dor de cabeça e fiquei chorando quieto, para eles não me ouvirem, pois se não, iria apanhar novamente! Não sabia nem se minha mãe tinha chegado ou não. Umas duas horas mais tarde, minha mãe veio deixar algo para eu comer, ao ouvir ela subindo as escadas, enxugue minhas lagrimas, ela tinha trazido meu jantar, me lembro bem disso, sempre tive uma boa memória. Só tinha resto do jantar deles, que ela juntou e levou para eu comer, e se eu não comesse, seria outra surra! Comi e fui dormir. Acordei no meio da noite escutando os gritos de minha mãe, meu pai estava batendo nela. Fiquei quieto, pois saberia que se eu fosse tentar defende-la, ele iria me bater. De repente tudo ficou em silêncio, ate eu ouvir passos ate meu quarto, era meu pai! Ele entrou e falou que eu iria se arrepender de tê-lo mordido. Rasgou minhas roupas e me estuprou, eu não podia fazer nada, fiquei mordendo o lençol, quando olhei para porta, vi minha mãe lá, ela estava rindo de tudo aquilo. Virei meu rosto, pois não queria olhar para ela! Eu odiava aquela mulher, queria que ela morresse, ela nunca me defendeu de meu pai, por isso que eu a matei, fiz ela sofrer, pior do que ela me sofrer. Meu pai sucumbiu na bebida, mas eu gostaria muito de ter me vingado dele também, na minha maneira, ele morreu quando eu tinha treze anos.

Diário de um psicopataOnde histórias criam vida. Descubra agora