Dizem que nosso destino está ligado a nossas escolhas, que ela é parte de nós assim como nós somos dela. Outros dizem que o destino é costurado como um tecido, onde a vida de um, determina a de muitos outros. É a única coisa que buscamos, ou que lut...
- Meninas, oi. – digo cumprimentando minhas amigas, próximas ao meu armário. – Junny, isso é pra você!
- É um marcador. – disse encarando o objeto em minha mão
- Será? – digo destampando-o
- É um brilho labial! – exclamou feliz
- É legal né? – comento convencida
- Posso usar na sala sem me preocupar. – comemorou
- Burlando as normas? Quem é você garota? – brincou Erika
...
Estamos na aula de biologia, com o professor que adora confiscar os brilhos labiais de todas, tá na hora de ver se o meu pequeno dispositivo funciona.
- Iryna é incrível, ele nem percebeu. – Junny comenta comigo
- Quer compartilhar algo com a turma senhorita Junny. – pergunta o professor
- Não professor, estou aqui apenas usando o meu marcador, marcando coisas importantes. – disse rapidamente
- Quem bom, continue. – disse se virando e prosseguindo com a aula.
DEU CERTOOOOO!
[...]
- Ainda não acredito que funcionou, Iryna você é um gênio. – diz Junny enquanto caminhávamos pelo corredor
- Eu sei, legal né... – digo abrindo meu armário, quando um bilhete cai de dentro dele. – Gente escuta só isso! – falo começando a ler o que havia escrito.
"Seus olhos são verdes, seu sorriso é muito branco, seu cabelo é fogo brilhante, seu modo de rir é contagiante... Eu não vou dizer quem eu sou, pois não quero te assustar, mas quem sabe na biblioteca, vamos nos encontrar?"
"Quem será que deixou isso aqui?" – penso
- Ai, quem é o poeta? – perguntou Erika
- Eu não sei, não tem nem assinatura. – digo revirando o pedaço de papel
- Ai meu santo pudim de chocolate, a Iryna tem um admirador secreto. – diz Junny juntando as mãos sobre o peito e suspirando.
- Qual é?! Isso é tão ridículo, quanto clichê... Não é? – digo, mas devo confessar, eu fiquei tocada ao ler aquilo. – Quem mandaria isso?
- Iryna. – Curtiney me chama.
- Oi meninas. – cumprimento-a e a Lisa
- Eu vi o brilho labial que fez pra Junny. – comenta Lisa
- Ah! – digo com medo de que ela possa estragar tudo. – Gostaram?
- É bem legal, nós queremos alguns também. – comenta Lisa aliviando as coisas.
- Claro, mas vou precisar de algo em troca. – digo receosa
- Que seria? – pergunta Curtiney
- Uma entrevista com as duas. – digo e elas sorriem
- Com a gente? – diz Lisa animada. – Claro!
- Aparece lá em casa depois da aula. – diz Curtiney. – E leva os brilhos.
- Combinado. – digo e elas se vão. – Nossa! – comento com as meninas
- O que foi isso? – pergunta Erika
- Isso foi o meu ano entrando nos trilhos. – digo com um sorriso vencedor nos lábios.
- Amiga, esqueceu do ensaio? O teste está quase ai! – me lembra Junny
- Mas se eu for a casa da Curtiney, poderei começar a minha entrevista com elas pra minha matéria. – argumento. – Dá pra adiar o ensaio por uma hora?
- Okay, mas não dá o bolo na gente. – diz Erika
Fui até a biblioteca, atrás do tal admirador secreto, mas havia só o Dylan ali, alem da senhorita Withemor.
- Ai elas me convidaram para ia a casa delas, não é o máximo. – termino de contar a ele o que as "populares" disseram.
- Nossa, que estranho... – disse revirando os livros
- Você também achou, por que tipo, elas são populares, nunca falaram comigo, ai do nada "puff", elas me convidam?!
- Faz a matéria e descobre o que possivelmente passa em suas cabeçinhas. – diz me fazendo rir.
- Tem razão, eu quero que a matéria sirva para abrir os olhos, uma coisa que nunca apareceu no programa, quer dizer... Isso se a matéria for ao ar.
- Tá brincando? Se descobrir o segredo da "popularidade", o senhor Johnson vai te colocar como ancora, sem duvidas! – disse parando na minha frente e me encarando. – Ah, e... Antes que eu me esqueça, que história é essa de admirador secreto? – disse voltando a andar e se sentando
- Eu não sei... – digo me sentando a sua frente. – O bilhete dizia que eu iria encontra-lo aqui, mas deve ter sido apenas uma brincadeira... Esse tipo de coisa é emocionalmente romântico demais para mim que não estou acostumada.
- Sério? Acha isso emocionalmente romântico? – perguntou com um brilho diferente nos olhos
- Iryna. – ouço Jackson me chamar
- Jackson... – digo surpresa em vê-lo ali.
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