Capítulo Único

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   Lara era uma garota vermelha de vergonha.
Seus vários irmãos e irmãs moravam  com ela em um local  apertadíssimo e todos, como ela, eram vermelhos de vergonha.

   Sua  família tinham a tradição  de ter seus cabelos  verdes, um verde fortíssimo.
Porém, isto não era visto com assombro , pois cada família era de um jeito  e tinha suas tradições.

     Um dia Lara foi escolhida para participar de uma festa.

   O Salão de festa era marcado pela presença de um tapete vermelho, e a luz piscava com o abrir das cortinas serpenteadas por lustres branquissímos.

    Olhou para o teto do salão. Era um vermelho, algo arcado como uma choupana e que tinha fim nos lustres branquissímo que os serpenteava  e dava  nas cortinas que abriam  e fechavam trazendo luz ao local.

   Indo mais a fundo ao salão, percebeu um tobogã. A multidão se espremia e ela foi sugada naquela direção  sem direito de opinião. Uma água turva espiralava dentro do tobogã escurecido. Não via-se o seu fim, dando na escuridão. Foi empurrada para prosseguir.
Desceu rapidamente pelo tobogã, com todos a se espremer a sua volta.

   Chegou a um local escuro.

    Aos poucos algo como água com um cheiro  fortíssimo  foi despejados nos que ainda permaneciam de pé depois de tudo.

    Sentiu então  o local tremer e se contrair, sugando dela a vida. O que  era aquele local?
Já toda molhada,  deixou  que as paredes  sugasse por completo suas forças.

   Despedaçada emocionalmente, a parede,  depois do que pareceram horas, jogou-os em um zigue-zague, sugando-lhes totalmente o vigor.

   Já sem vida, o belo tomate se esvaiu no organismo daquela  pessoa.

O Salão VermelhoOnde histórias criam vida. Descubra agora