Capítulo 1 <3

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A Erin entra no seu quarto, deita-se na cama, liga o telemóvel e abre o instagram: uma mensagem do Clayton, que é que este estúpido quer. Abre a conversa. "Erin, estou farto de ti. Acabou". Começa a surgir uma dor enorme no seu peito. Qual é o problema dele afinal?!Começa a chorar sem se aperceber, não estava a entender nada do que se estava a passar. Afinal, o que é que ela tinha feito para ser o alvo desta dor toda?! Respirou fundo. Aquele estúpido do Clayton não merecia nada dela. Ela sempre o amou com todo o amor que tinha e ele tratava-a como lixo. Mas como é que ela se pôde apaixonar por alguém assim? Simples, eles têm imensa coisa em comum, mas nem sempre as mesmas opiniões. Eles formavam o casal perfeito, mas acontece que o Clayton a achava infantil e por isso ignorava-a e chegava até a insulta-la e a fazê-la sentir-se miserável. Eles zangavam-se muitas vezes e ficavam sem se falar por várias semanas, mas a culpa das zangas era sempre do Clayton por não gostar do jeito que a Erin é, sem preocupações, vendo sempre o bom da vida, ele achava estas qualidades dela bastante infantis, por isso criava discussões sem sentido nenhum. No começo das discussões, a Erin pedia-lhe sempre desculpa mesmo sabendo que não tinha feito nada, mas quando ele decidia que não queria mais falar com ela, ela estava sempre muito preocupada a tentar resolver as coisas e ele estava literalmente a lixar-se para a situação e apenas à espera que ela resolvesse tudo. Quando ela finalmente, a partir das suas amigas, conseguia fazer com que ele percebesse que estava errado, ele pedia-lhe para voltarem a ser o que eram e ela feita parva e apenas querendo ser amada, aceitava. Mas não adiantava de nada, pois eles zangavam-se outra vez e outra vez tal como aconteceu agora.

Batem à porta.

-Querida, está tudo bem?

A mãe está à porta. Limpa rapidamente as lágrimas.

-Sim.

-Posso entrar?

Vê-se ao espelho. Apenas com os olhos um bocadinho vermelhos.

-Sim, podes.

Ela entra. Está com uma expressão preocupada e olha para a Erin com ternura. Senta-se ao lado dela e passa-lhe um braço pelos ombros.

-De certeza que está tudo bem? Não me queres contar o que aconteceu?

Impressionante, a mãe sabe sempre quando estou mal, mesmo eu não lhe dizendo nada.

-Não tive um dia assim muito bom.

Até gostava de contar tudo à mãe, ela de certeza que sabe o que fazer, mas estou proibida de namorar até acabar o secundário, por isso a minha vida amorosa vai-lhe ser sempre omitida. E também existe sempre a probabilidade de ela decidir contar ao meu pai e depois a minha irmã ia ficar a saber e com isto, toda a família teria de saber também e se eu já sofro com aquele tipo de perguntitas "Então Erin, não nos vais contar quem é aquele rapazinho sortudo por quem estás apaixonada?" nem quero imaginar se soubessem que estou a namorar, bem se algum dia namorar.

-Bom, eu sei que me estás a omitir muita coisa, mas se não quiseres contar, tudo bem. É a tua vida, não a minha, mas eu estarei sempre aqui.

-Eu sei, obrigada.

-De nada, princesa.

Princesa. Fofo.

Vai-se embora. Saturada do cansaço, a Erin adormece.

-Bom dia, preguiçosa!

Uma luz forte bate-lhe nos olhos. O pai da Erin abriu as cortinas.

-Hmmm, só um bocadinho.

-Dou-te um minuto!- ri-se.

Ela levanta-se e veste-se: uma saia de ganga, uma camisola creme bem larga e umas meias de vidro pretas. Fofinha.

Senta-se à mesa para tomar o pequeno-almoço. Leite e cereais para variar. Já pronta, despede-se dos pais e vai para a escola. Como a sua casa fica perto da escola, ela pode ir a pé e estar um pouco sozinha. Chega à escola e repara em dois adolescentes de mão dada a ir na sua direção. O Clayton e a Katherine. A dor invade o seu peito. A Katherine, a sério? Que parva, aposto que fez de propósito. Uma ex-amiga da Erin, que do nada começou a fazer-lhe bullying e a falar mal dela a toda a gente. Um anjinho para os pais, nunca tem culpa de nada. Consegue namorar com qualquer rapaz. Uma hipócrita simplesmente.

-Olá Erin!- acena a Katherine com um sorriso falso.

-Adeus.

-Então?- impede-a de ir embora agarrando-a pelo ombro- Não nos vais felicitar?- pergunta ainda de mão dada com o Clayton.

-Desculpa, mas eu não quero saber.

-Alguém dormiu com os pés de fora. Oh, esqueci-me! Ainda deves estar muito abalada pela mensagem do Clayton!

A Erin olha para o Clayton com a desilusão refletida no seu olhar e vai-se embora de vez.

-Adeus para ti também, amiga!- grita a Katherine.

-Não somos amigas.- diz já a subir as escadas e desaparece.











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