PARA TODO O SEMPRE

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Nova Orleans - 300 anos atrás às 02:55

Já se passavam das 2 horas da manhã. A neblina e o vento frio rondava pelas margens do rio que ao longo era possível que enxergasse uma grande embarcação. Até então... abandonada.

- O que será aquilo? Já está ali a muitos dias.

- Apenas 3 dias, para ser mais exato, Granger.

- Sem bandeira.. sem vela. Por que estaria ali? - perguntou Granger.

- Um navio milagroso? - respondeu Davies

- Senhor? - chamou um homem alto conhecido como Gustav - Por que não vamos até lá? Seria uma forma de descobrir de uma vez por todas se aquela embarcação está mesmo abandonada, ou... se existe alguém ali, talvez.

- Você está louco? Quer morrer? E se quem estiver ali não for amigável?! - Gritou Granger

- Granger - chamou o Sr. Davies - medrosos não são dignos de se sentarem à minha mesa.

- Perdão, senhor. - respondeu Granger arrependido por questionar

Os três homens entraram em seu pequeno barco e seguiram em direção à grande embarcação de madeira à poucos metros da costa. O medo e nervosismo era comum entre os três, mas nenhum deixou que transparecesse. 

Entraram no local, até então desconhecido, um lugar escuro, que fedia a podre misturado com o grande fedor vindo das águas salinas. Caminharam até descerem ao porão do navio e com cuidado e carregados de precaução, olharam ao redor se assustando com o que viam. O lugar estava vazio, sem contar com a presença de caixões e corpos já em fase de decomposição.

- Mas que merda é essa? - Perguntou Gustav

Antes de sua pergunta ser respondida, os três homens sentiram sombras e vultos rodeando-os por trás. Granger foi o primeiro a sumir no meio da escuridão do porão que era iluminado pela fraca luz que vinha do convés, Sr. Daves foi o segundo, deixando no centro seu grito de pavor ecoar.

Gustav olhou em volta, era visível o medo em seus olhos. O pavor parecia morar ali.

- Olá - Gustav virou-se olhando uma bela mulher que sorria bem à sua frente a qual limpava o canto de sua boca com um pequeno pano branco - é bom ver um rosto tão belo após uma longa viagem. Posso comê-lo irmão?

- Eu prefiro que não - uma segunda voz, agora masculina respondeu atrás de Gustav fazendo-o olhar em sua direção. Apresentava cabelos escuros e sua vestimenta o dedurava como belo homem formal - Não precisa ter medo. - Olhou fixadamente nos olhos de Gustav - vai fazer o que eu mandar. Não se lembrará de nada.

- Não vou lembrar de nada - respondeu Gustav a si mesmo

- Fizemos uma longa viagem a qual infelizmente perdemos a tripulação, por isso peço que gentilmente transporte nossos pertences à terra. - começou o homem de cabelos escuros

- Mas... que tipo de demônios são vocês? - Perguntou Gustav com medo em seu tom de voz

- Somos vampiros, querido. Os originais. - agora foi a vez da bela mulher - Rebekah - apontou para si mesma - Elijah - agora para seu irmão - e nossos irmaos Kol e Finn que descansem em paz.

- Está deixando o melhor para o final? - a voz de outra mulher foi ouvida no local com sangue escorrendo em sua boca

- Nossa meia irmã, Lauren. - Virou-se para a mulher que descia do convés segurando o corpo de Granger - Ignore-a, ela é um monstro

Lauren soltou uma risada soltando o corpo de Granger até que atingisse o chão. 

- Não deveria tratar nossos convidados assim, meus irmãos. - falou uma segunda voz masculina sorrindo passando por Lauren.

- E por fim.. Nosso segundo meio irmão, Niklaus. - terminou Rebekah

- Fugimos da Europa e vivemos aqui, preferem que eu chegue com fome à costa do nosso novo lar?

Elijah soltou uma pequena risada cínica

- Lauren, seus modos sempre são sem igual - respondeu Niklaus - Então, - aproximou-se de Gustav - poderia ter a bondade de nos dizer onde estamos? 

- Na colônia francesa de Luisiana, na costa de uma cidade chamada Nova Orleans - respondeu

- Muito obrigada. - virou-se se retirando - Ah! Eu recomendaria que pedisse ajuda para levar a bagagem. Minhas sinceras desculpas. - Virou-se novamente saindo do porão

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300 anos depois

- Eaí, o que te trás à cidade? - perguntou uma garçonete à Elijah deixando um drink em cima do balcão.

- Eu já morei aqui - respondeu educadamente

- Sério? Quando? - perguntou euforicamente

- Parece que já faz séculos - sorriu para a moça à sua frente

- Eu também acabei de voltar para cá. O que o fez voltar? - perguntou como se puxasse assunto

- A minha irmã está por aqui - respondeu Elijah - eu acho que ela pode ter se metido em alguma confusão.

- Fala como se fosse algo comum. - colocou em cima do balcão mais dois copos

- Ela é.. complicada, desafiadora, sem modos e meio... temperamental - Elijah deu um gole em seu drink - Ela e meu irmão Niklaus tiveram pais diferentes de mim e de Rebekah, minha outra irmã. Lauren e Niklaus possuem o mesmo temperamento. Acho que pelo motivo deles nunca se sentirem amados. No geral... Lauren e Klaus tem um longo histórico de se meter em problemas.

- E você um longo histórico de livrá-los deles - a bela moça sorriu para Elijah

- Tudo começou com um pacto que fiz à meus irmãos... Para sempre e para todo o sempre - sorriu antes de dar mais um gole em sua bebida.

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Olá pessoal!! Desde já quero agradecer por estar acompanhando esta fic. Já vou avisando que não irei mantê-la sempre fiel à série como fiz neste capítulo, senão ela perderá o sentido camren.
Espero que gostem dos próximos capítulos e até logo!!!
Bjs.

The Originals - CamrenOnde histórias criam vida. Descubra agora