Acordei com o brilho do sol batendo em meu rosto "droga odeio quanto acabo esquecendo de fechar a janela pra dormir."
Sento na cama e lembro que Papyrus costuma ficar irritado com isso, ele diz que eu sou muito idiota por me esquecer de fechar uma simples janela.
Quando ele fala essas coisas eu geralmente não escuto muito, em parte pelo fato de que eu acho seus discursos desnecessários, mas na maioria das vezes é porque eu fico muito distraído olhando seu corpo, que costuma ficar mais bonito quando ele grita comigo.-Droga.
Me levanto rápido quando percebo que me perdi nesse tipo de pensamento de novo, eu já tentei muitas formas pra me fazer esquecer disso, já pensei em muitos meios para que eu olhe para meu irmão como...um irmão, mas isso simplesmente não é possível, eu não consigo fazer isso.
Dou uma olhada no meu quarto, está bagunçado. Ele sempre está bagunçado, mas por alguma razão hoje essa bagunça está me incomodando. Não é como se eu fosse arrumar nem nada do tipo, mas é como se algo dentro de mim me falasse que hoje é um dia especial de mais para manter meu quarto bagunçado.
Balanço a cabeça percebendo a burrice que eu pensei, até parece que hoje vai ser um dia "especial", sinceramente de uns tempos pra cá nenhum dia tem sido muito especial.
Eu costumava passar os dias no bar, bebendo muito pra tentar esquecer certos... sentimentos, mas recentemente esse bar fechou e eu sinceramente não tenho força de vontade pra procurar outro, então passo meus dias em casa.
No meu armário pego as roupas que eu costumo usar diariamente: uma camiseta azul e um shorts preto, visto elas e vou para a cozinha.
Ao me aproximar de meu destino sinto um cheiro muito bom, realmente muito bom. Isso só podia significar uma coisa.-Bom dia Sans!
Ao entrar ali, percebo que meu palpite estava certo, meu querido irmão estava ali fazendo café da manhã.
Suspiro baixo quando olho pra ele. Sinto uma grande vontade de chegar por trás e lhe dar um grande abraço. Eu poderia fazer isso, afinal ele provavelmente não entenderia a forma sexual que essa ação levaria, mas é errado e eu sei que não posso.Me sento na cadeira mais próxima enquanto pego um prato e coloco uma panqueca nele.
-Oi mano.
-Sans o que foi? Você parece triste. Pensei que você gostasse das minhas panquecas.
"Eu gosto de muita coisa além das suas panqueca...coisas que você tem a me oferecer"
-Ah...não, eu adoro suas panquecas, não pense assim. Só estou meio cansado.
Papyrus larga a colher que estava segurando e se vira para mim, ao fazer isso pude ver que estava vestindo o avental que eu havia lhe dado de aniversário, nele se podia ler "melhor irmão do mundo".
-Você literalmente acabou de acordar.
-Papyrus você já é meu irmão a bastante tempo, pensei que soubesse que eu sempre posso estar cansado.- Por mais que eu ame meu irmão (de um jeito tão forte que dói) sempre é legal deixar ele irritado.
Papyrus ao escutar reagiu como de costume: fez uma careta, me chamou de folgado e voltou a encarar suas panelas. Eu acho que corei um pouco quando vi aquela careta "uma cara tão fofa, tão especial, mas uma cara que não é minha".
Empenhado em esquecer esses pensamentos que estavam mais fortes do que geralmente estão, eu decidi ir comer na sala. Era melhor eu manter uma certa distância de meu irmão, melhor tanto para mim quanto para ele.
Não é como se eu fosse algum tipo de animal e não pudesse me controlar, mas era "emocionalmente melhor" eu ficar longe dele.
Me levantei da cadeira sem fazer muito esforço, peguei minhas coisas e fui para o cômodo ao lado. Temos uma boa tv na sala então eu ficaria mais do que feliz em comer enquanto assisto.Fiquei um tempo assistindo a vários canais diferentes, ver TV realmente me distrai do mundo exterior, acho que a combinação de cor e som me agrada tanto que eu esqueço quase que totalmente o que eu estou pensando.
Estava tão distraído que nem percebi quando Papyrus entrou na sala, só notei sua presença quando senti que alguém mais estava se sentando no sofá ao meu lado. Olhei para seu rosto, ele estava vermelho, ele fica assim quando fica envergonhado com algo.-Sans, e-eu gostaria de te fazer uma pergunta...
Ao ouvir isso me ajeitei no sofá, geralmente esses inícios de conversas levam a perguntas desastrosas.
-Hum, claro Papy pode falar.
Ele mantém sua visão fixa no chão, não queria olhar pra mim. Ao se abaixar eu consegui ter uma visão diferente de seus ombros, eu simplesmente não conseguia silenciar meus pensamentos maliciosos aquele dia.
-Sans eu estava vendo um vídeo na internet...esse vídeo tinha dois caras e eles...e-eles faziam coisas que eu não entendia muito b-bem - Ele estava se enrolando com as palavras, eu não conseguia entender onde ele queria chegar - e...bem eu....gostaria que você me explicasse.
Eu sabia que ele conseguia ver muito bem o ponto de interrogação na minha testa, o que caralhos ele estava falando? Aquilo tudo não fazia sentido nenhum, ainda mais em um momento tão aleatório quanto esse. "Ok ok, dois caras, internet, ele não conseguiu entender muito b-"
Nesse momento meu corpo congelou, eu teria que ver pra crer, mas só podia ser isso.
Se fosse o que eu estava pensando, sabia que não conseguiria ver esse tipo do vídeo com o Papyrus do meu lado, "a meu Deus porque eu não controlei direito o tipo de coisa que ele vê na internet?"-...Cla-claro Papys, você pode me mostrar sim.
Ele tirou o celular do bolso e me mostrou o vídeo, quando vi não tinha mais qualquer dúvida, ele estava vendo um vídeo pornô, como caralhos ele teve acesso a esse tipo de conteúdo? Bem ele é grande, não é como se ele não pudesse ver o que quiser na internet, mas é o Papyrus e isso diz muita coisa por si só. Como eu vou explicar isso pra ele? A legal e pra piorar, sinto meu shorts ficando meio desconfortável, e sei o que isso significa.
-Bem Papys, você já está grande então sinto que deveria saber- Começo a suar quando vejo que estou ficando cada vez mais excitado, o que eu vou fazer se ele perceber? Duvido muito que saiba o que é isso- Bem...quando duas pessoas se gostam muito elas fazem esse tipo de brincadeira.
Sinto o olhar de Papyrus em cima de mim, ele estava entendendo. Ele sabia do que eu estava falando.
-Sans... Você pode brincar disso comigo?
Nesse momento eu simplesmente não consegui responder nada, meu corpo congelou, ele estava mesmo pedindo isso? Depois de tanto tempo esperando por isso, ele disse como se fosse algo tão simples? Ele queria mesmo fazer isso comigo? Eu olho para ele, o meu Deus esse olhar, tão bonito, tão sexy.
Eu estava pirando, não sei se podia dizer sim, e se ele não quisesse realmente? Afinal eu nem sabia se meu irmão era gay, e se ele só estivesse pedindo pra enteder o que é isso?
Mas fico feliz quando olho para baixo e vejo o shorts de Papyrus, dava pra ver seu membro, pequeno, jovem, e excitado. De onde eu estava se podia ver perfeitamente que seu pau estava totalmente duro.
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Dias com ele (Sans X Papyrus)
Romance(Os personagens dessa história são todos humanos) Sans se esforçou a sua vida inteira para esconder seu amor por Papyrus, ele sempre deu seu máximo para esconder suas emoções e passar para todos a idéia de que amava seu irmão de uma forma "familiar"...