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Eu estava distraído olhando a grande quantidade de fotos que Taehyung possuía no quarto — pelo incrível que pareça, eu nunca tinha reparado bem nelas, o máximo que eu cheguei, foi dar uma olhada bem rápida.
Paro de prestar atenção nas fotos ao perceber Taehyung entrando no quarto acompanhado pelo "tal" amigo.

– Ei, Jiminie - ssi. Esse é o amigo que eu te falei. O nome dele é Jungkook – Tae diz após entrar em seu quarto, seguido por um Garoto (bem bonito, por sinal)

– Oi, prazer. Como o Tae disse, meu nome é Jungkook – O garoto — que aparentava ser um pouco mais novo que eu — diz dando um sorriso fofo, no qual mostrava seus lindos e fofos dentes de coelho. 

– O prazer é todo meu, Jungkook. A propósito, meu nome é Jimin – dou um dos meus melhores sorrisos, o cumprimentando a seguir.



Acordei com um barulho nada agradável do despertador e quase fiquei cego ao ver a luz do sol refletindo sobre meu rosto (acordando do melhor jeito possível), me espreguicei e esfreguei os olhos lembrando de Jungkook.

Depois que eu o vi, eu não parei de pensar nele, e eu acho que está na hora de dizer adeus à frase: "Oi, eu sou hetero!"
Mas, eu não sei o que eu senti quando eu vi ele. Não vou dizer que foi "amor à primeira vista" isso eu sei que não foi. Foi algo diferente, fora do normal.

Tenho certeza, porém, que se alguém perguntasse como Jungkook era, a resposta estaria na ponta da minha língua.

Jungkook é uma pessoa incrível, eu sei que não fazem nem 24 horas que nos conhecemos, mas dá pra perceber isso em seus olhos extremamente acolhedores. De alguma forma, ele me trás confiança, pelo seu jeito inocente de olhar, até me dá vontade de ficar olhando seus olhos o tempo todo. Seus cabelos castanhos - escuro, me dão uma vontade imensa de passar a mão até ele consegui dormir. Sem contar seu sorriso. Porra, aquele maldito sorriso

Quando ele passou por aquela bendita porta, parecia que o mundo inteiro tinha parado, e apenas ele se movimentava. Ele estava com uma bolsa de oxigênio, que batia mais ou menos em sua cintura ligada a tubos que o ajudava na respiração. Para mim isso não importava, não importava se ele tinha câncer ou não, o que realmente importa é que eu estou apaixonado pelo Jungkook. Aish. Não pode ser.

Afasto - me destes pensamentos e me levanto, levantei 'tão rápido, que fiquei tonto e quase caí. Poxa, valeu mesmo pressão baixa.

Fui em direção ao banheiro, me despi e liguei o chuveiro.

Depois de um bom tempo enrolando, saio, coloco uma roupa e vou em direção a cozinha, preparado para receber reclamações dos meus pais. Como sempre, estou acostumado

– Bom dia! – falo ao ver os dois... Almoçando? Que horas são? Eu dormi tanto assim?

– Bom dia? – eu disse que eles iam falar alguma coisa – você sabe que horas são? – "Não. Eu caguei para a hora, eu só estou com fome" era o que eu tinha vontade de ter respondido, mas fiquei quieto – Já está mais que na hora de você ser uma pessoa responsável, e não um vagabundo que dorme até essa hora da tarde, Park JiMin. Você tem que aprender a cuidar da casa e não ficar dependendo de mim ou da sua mãe. Cresça

– Pai, agora você está falando de mais. Eu tento ser um bom filho, eu tento ajudar com as coisas de casa, eu tento. Mas, do que adianta? Tudo o que eu faço você quer arrumar motivos para implicações. Pra você nada está bom, tudo tem que ser do seu jeito e na hora que você quer. Eu estou cansado disso. Que saco.

– Chega – ele se levanta e bate na mesa com força. Adeus vida – Eu não quero te ver nessa casa mais. Você vai pega suas coisas e vai viver na rua, na casa desses moleques que você chama de amigos, ou em qualquer outro lugar, mas aqui você não fica mais. Enquanto você não mudar suas atitudes e seu modo de falar comigo, não se considere meu filho. Você só tem até essa noite. – ele sai enfurecido e minha mãe, assustada, vai atrás. Tudo bem, eu não vou culpa-lá. Ela não tem culpa. 



Eu decidi ficar na casa do Tae, já que ele é o único em quem eu confio.

Eu contei toda a situação pra ele e, tanto ele quanto os pais dele, aceitaram que eu fique lá de boa. Agradeço a Deus. Taehyung era minha última esperança.

– Jimin, o Jungkook vai vim hoje – ele passa a mão na nuca

– Que? – eu arregalo o olho e me levanto rapidamente – o J-Jungkook?

– É ué! Desculpa não ter avisado antes. Tem algum problema?

"Óbvio que tem. Você acha que vai ser fácil ficar com ele aqui? – Não. Claro que não. Por que teria?

– Você tá estranho. Ta tudo bem?

– Tá tudo na mais perfeita paz e com você? Eu não estou estranho, deve ser paranóia sua, só isso – dou um sorriso fraco

– Hã-hã. Sei. Vou fingir que acredito, mas vai ter que me contar o que aconteceu. Não vou deixar passar tão fácil. 'tô de olho em você

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 ↬I'll Always Be With You - •.°.Jikook.°.•Onde histórias criam vida. Descubra agora