Capítulo 5- Perdição

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NA: oi meus leitores queridos! Nem eu acredito que voltei, mas é que essa história vem me assombrando e me espantei que tem mais de um ano que a deixei em pausa! Perdão meus queridos, mas desde já aviso que as atualizações serão demoradas, mas prometo demorar o menor tempo possível!
Como leitora entendo o "ódio" que da essas demoras, mas como escritora entendo ainda mais o porque delas.
E, para fins de esclarecimento: essa história está tomando rumos diferentes na minha cabeça, então pela primeira vez não serei 100% fiel ao arco original de Harry Potter, como mantive nas minhas outras fics.. talvez essa fic um pouco mais "sombria", mas acho que preciso disso pra tornar o relacionamento do nosso casal amadinho mais profundo.
E, pra terminar, quando a história estiver em itálico é que está sendo narrado sonhos ou lembranças...
Agora chega de enrolação e vamos a mais um capítulo, espero que gostem.
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A Brigada Inquisiorial estava deixando aquele quinto ano menos monótono, mas era chato ficar o tempo todo em estado de alerta. Claro que tinha muitas vantagens, como naquele momento.

Draco estava encostado numa pilastra tendo seus cabelos platinados afagados pelas mãos de Pansy. Os dois estavam próximos a sala que servia de QG para a Brigada. O toque de recolher já tinha passado a um par de horas, mas ficar fora da cama depois do horário era alguns dos privilégios de ser um membro daquele grupo formado por Umbrigde.

Draco e Pansy, desde o baile de inverno do quarto ano, tinham algo parecido com namoro, mas nada que impedisse o loiro de sair experimentando beijos de garotas de anos e casas diferentes.

Mas naquele momento ele estava satisfeito com o carinho dela em seus cabelos, contudo teve sua paz perturbada, antes mesmo de abrir os olhos. Ela sempre o perturbava, o perfume dela o enlouquecia entre ódio e desespero. E era o perfume dela que parecia ter invadido todo o corredor.
Desde o dia que ele perdera todo o seu equilíbrio e controle, há cerca de duas semanas, ele a evitava de todas as maneiras, assim como parecia ela também fazer.

Naquela tarde, depois de ter se descuidado ao ficar vigiando os passos dela próxima demais da Floresta Proibida, ele não foi capaz mais de segurar a represa que eram seus sentimentos em relação a Hermione Granger. Desde sempre prestou atenção demais nela pra não vê-la crescer, ser a mais inteligente, superando até ele, ser petulante a ponto de bater no seu lindo rosto. Ela estava se transformando em alguém muito interessante para ele não perceber e esse fato o fazia odiá-la por despertar coisas que ele não poderia sentir, principalmente por ela.

Debaixo da tempestade de outono ele sucumbiu ao desejo adolescente de captar aqueles lábios misteriosos, e naquele momento ele percebeu a perdição em que tinha se enfiado.

- Veja só quem parece perdida, Draco. - ele não queria abrir os olhos, ele não queria vê-la, fingir, controlar, mas Pansy não ia facilitar.

Abriu os olhos sentindo o calor de Parkinson longe de si. Hermione estava parada a uns bons metros de distância e parecia indecisa sobre o que fazer.

Ele a encarou e pensou rápido. Granger era inteligente demais para estar ali, em área inimiga, em horário proibido, por acaso. Ela queria algo, e ele queria não saber o que era. Desencostou da pilastra ainda a encarando, reparando os olhos inchados, olheiras atrapalhando sua beleza resplandecer ainda mais, e por breves segundos permitiu-se pensar se era culpa dele aquilo tudo. Ela o encarava de volta, quando moveu a boca para responder qualquer coisa.

- Você tem razão Parkinson, estou perdida. - Os castanhos olhos não desgrudavam das iris cinzas. Interrogativos.

Num estalo Draco entendeu. Ela precisava de respostas a ponto de ter ido parar ali. Respostas que ele não estava disposto a dar.

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