CAPÍTULO 104

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Gabriela

LC: Você é surdo? -disse sério e eu abri os olhos-

Lucas: Quem é você mesmo? -LC deu um murro na cara dele e eu corri pra perto dele-

Eu: Obrigada obrigada -sussurrei abraçando ele-

LC: Abrace a visão que eu tô te dando -levantou Lucas pela blusa- se eu ver você perto dela, falando com ela ou fazendo qualquer coisa com ela eu mato você, me entendeu?

Lucas ficou calado e levou um murro na cara, entrei no carro do meu pai e não demorou muito pra ele entrar. Fomos pra casa sem falar um A no carro.

Entrei e fui subir.

LC: Ei -parei no meio da escada- volta aqui -voltei em passos lentos e virei de frente pra ele- você já ficou com ele? -neguei- isso já aconteceu outras vezes?

Eu: Essa foi a segunda vez -falei baixinho- na primeira vez eu consegui sai correndo e só levei um puxão de cabelo -meu pai me puxou pra um abraço-

LC: Eu preciso que você confie em mim, me conte quando passar por essas coisas -chorei abraçada com ele-

Eu: Pai -ele me olhou- eu posso ir pra um psicólogo? Se não tiver dinheiro, tudo bem, eu compro um diário e escrevo

LC: Você quer ir pro psicólogo? -assenti- então a gente vai la na pista hoje e procura um, você decide os dias que quer ir

Eu: Quando eu for grande e uma veterinária bem famosa, eu sempre vou mandar dinheiro pra o senhor e falar de você pra tudo mundo, do meu pai que me ajudou a ser quem eu sou - separamos o abraço-

LC: Toma um banho, almoça e se arruma que a gente vai ver o seu Psicólogo hoje ok? -assenti- vou la na boca rapidinho

Subi e tomei banho, coloquei uma calça e um blusa de manga, não me sinto segura o suficiente pra usar shorts e cropped como a Rai usa. Ela me deu uns shorts jeans e uns croppeds lindos mas eu não consigo usar, tenho medo que aconteça algo comigo.

Almocei e peguei o notebook do meu pai pra pesquisar.

LC: Ta pronta? -entrou-

Eu: Tô, usei seu notebook pra pesquisar aonde tinha, foi rapidinho e eu não mexi mais em nada nem quebrei nada -coloquei na mesinha-

LC: Fique tranquila, pode mexer quando quiser -pegou a chave do carro e um bolo de dinheiro-

Entramos no carro, coloquei o endereço no gps do carro e chegamos no local.

Ela tava com horário marcado pra hoje mesmo.

Meu pai pagou as consultas e deixou o número dele na recepção pra quando acabar.

Entrei na sala e ela me olhou sorridente.

Xxx: Olá Gabriela, meu nome é Paula -levantou- olha, eu não vou te forçar a falar nada, mas se quiser desabafar -apontou pra cadeira, sentei na frente dela- eu serei como o seu diário e como uma amiga, irei te escutar e te aconselhar

Eu: Você vai me ajudar? -ela me olhou confusa- é que assim, a minha infância não foi uma coisa muito boa e eu tenho de muita coisa

Paula: Me dê exemplos -me deu uma tigela com balas de goma-

Eu: Eu tenho medo, tenho muito medo das coisas, eu já sofri muito e tenho medo que o LC me deixe ou me mande embora da casa dele, ele é o único que eu confio, sabe...

Paula: Eu te intendo -me abraçou de lado-

Continuamos conversando, logo meu pai apareceu.

Eu: Tchau, Paula -nos abraçamos-

Paula: Tchau fofinha -sai da sala dela-

LC: Vamo direto pra casa ta? -disse sério e eu assenti- precisamos ter uma conversa

Eu: Olha, se você não quiser mas ser meu pai eu viu entender, eu juro que não fiz nada de errado, eu arrumo a casa toda todos os dias e faço o que você quiser, como menos, fico só no meu quarto, procuro um trabalho, desculpa te dar tanto trabalho assim -ele me olhou rindo e me deu um abraço-

LC: Fica tranquila -chegamos no morro-

Ele estacionou o carro na frente de casa e eu desci tremendo e suando frio.

Entramos em casa e tinha um monte de sacola no sofá.

LC: Tudo seu -olhei pra ele com os olhos marejados-

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Beijinhos Da Giih ❤.

Mundos Cruzados - ConcluídoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora