Não costumo escrever sobre dor
Eu costumo escrever sobre amor
E é isso que vai fazer deste poema diferente
Não sou muito inteligente
Nem muito forte
A dor é frequente
Mas sobrevivo a cada corte
Não sei se adoeço ou amadureço com isso
Cresço e não me esqueço
Mas me torno submisso
Submisso a esse abismo
que ja não olha de volta pra mim
Mas sim flerta sem pudor
Na intenção de me seduzir
Sou submisso a essa rotina
trabalhosa que construí
e é em cada projeto paralelo
que do abismo eu consigo fugir.
