capítulo 7

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Mesmo sabendo que a qualquer hora, dia ou mês isso pode dar errado eu não vou me arrepender de nada do que eu estou fazendo, eu a amo.

Faltam poucos dias para o ano novo, na manhã de natal nós fomos para a praia e foi um dia muito legal em família. Tia Cíntia está planejando a comemoração em uma chácara que fica a 2 horas daqui. Ela disse que lá tem lugar para toda a família. Mostrou fotos e todos concordaram, mal posso esperar para comer horrores.

Hoje espero que o dia seja bom, me levanto e vou fazer minhas higienes diarias, depois desço as escadas em direção a cozinha.

Eu - Bom dia família - digo e me sento logo em seguida.

- Bom dia - Cíntia e Jade responderam na mesma hora.

Carlos - Bom dia filho - ele estava lendo um jornal e olha para o relógio- Amor está na nossa hora.

Cíntia - é verdade temos muito trabalho hoje não nos esperem para o jantar chegaremos amanhã bem cedo para o café da manhã. - ela beija a testa da jade e a minha e os dois saem de casa.

Eu - me passa a manteiga por favor.

Jade - aqui. - ela diz botando mais perto de mim o recipiente.

Eu - e ai o que você vai fazer hoje durante o dia? - falei sentando ao lado da jade.

Jade - pensei em ficar o dia na piscina até os dedos enrrugarem - ela diz e sorri mordendo sua torrada.

Eu - tem certeza? O clima ta meio nublado - assim que termino de falar escutamos pingos de chuva e o bom cheiro de terra molhada.

Jade - Ah não Théo por que você foi abrir a boca? - ela diz com voz de choro e eu começo a rir.

Eu - Desculpas, mas o tempo já estava fechado amor - dou um selinho e me levanto para por as louças na pia.

Jade - espera - ela praticamente gritou - o que você acabou de dizer?

Eu - desculpas?

Jade - Depois disso - ela revira os olhos.

Eu - não lembro - digo chegando perto dela e ela fecha a cara. - para amor, da um sorriso pra mim não gosto de te ver com raiva, ops lembrei haha.

Jade - palhaço - ela diz sorrindo e pronta para me beijar mas a mesma recua e vai em direção a sala. - OPS FOI MAL MINHA SÉRIE ME CHAMOU.

■■■■■

O dia foi bastante chuvoso e frio passamos o dia assistindo uma série que jade me obrigou a ver com ela era algo chamado Anne with an E. É até legal, mas prefiro Aliens o retorno.

Fizemos o brigadeiro e pipoca para comermos e ficamos grudados, é pedir de mais uns momentos assim com essa coisa fofa?

A chuva ficava mais forte a cada vez então estavamos assistindo pelo notebook, pegueu meu celular e vi que Meu pai tinha mandado uma mensagem.

~~~~~~
Pai👨💝

- filho a chuva está muito forte então só voltaremos quando ela passar. (23:57)

- ok, tomem cuidado. Te amo pai (23:58)

~~~~~~

Avisei a jade e ela disse que já estava com sono então subiu para dormir e eu fiquei assistindo mais um filme.
Assim que ele acabou eu resolvi ir até ela vê se a mesma já tinha dormido.

Quando abro a porta vejo um montinho se tremendo em cima da cama e deu vontade de rir, porém me controlei.

Eu - amor? - ela levantou a coberta e correu para me abraçar. - aconteceu alguma coisa?

Jade - e..eu tô com medo desse barulho. - ela fala se referindo aos trovões e raios.

Eu - shiii, eu tô aqui vem- levei ela até a cama dela e a mesma deitou e eu ia sair.

Jade - amor, fica aqui por favor - ela disse segurando meu braço - nem que seja enquanto eu durmo.

Eu - tudo bem.

Jade on:

Essa chuva me deixa com muito medo e sem a minha mãe em casa é pavorante. Durante o dia eu até consegui me distrair, mas agora me da calafrios.

Théo - amor não precisa ter medo - ele disse e me puxou para mais perto dele.

Eu - É difícil controlar, é o mesmo som assustador de quando meu pai morreu - eu falo e ele fica em silêncio. - foi o dia mais horrível.

Théo - Você nunca tinha me falado de como seu pai morreu.

Eu - foi num acidente de carro, nós estamos indo em direção ao aeroporto buscar a mamãe que chegaria de viagem, a chuva estava muito forte, mas estavamos alegres - dei uma pausa e ele me incentivou a continuar - foi ai que um carro desgovernado bateu contra o nosso e capotamos varias vezes, quando o carro capotou os vidros quebraram e o som que ecoava em meus ouvidos era igual a esse e eu sabia que meu pai estava morto, porque eu gritava e ninguém respondia. - já estava chovando quando terminei de falar e Théo estava fazendo cafuné na minha cabeça.

Théo - nossa, sinto muito por isso - ele deu um beijo em minha testa - mas você se machucou?

Sentei na cama e ele fez o mesmo,  peguei sua mão delicadamente e passei por baixo da minha blusa fazendo uma curva torta da costela até perto do umbigo. - o vidro me cortou em varios lugares, mas esse foi o pior corte, o mais doloroso e o que me lembra daquele dia, tive que fazer cirurgias no ombro, aqui (barriga) e na coxa.

Théo- eu sinto muito amor, de verdade, mas agora você tem a mim e estamos seguros assim como nossos pais. - a gente se deitou e ele continuou o cafuné - eu te amo, tenta relaxar ta tudo bem vida, eu não vou sair de perto de você até ver você dormindo.

Eu - obrigada amor, boa noite e sonha com a gente, eu te amo

Théo - boa noite, sonha com a gente minha linda idem.

Não demorou muito e o sono me atinge. É tão bom saber que agora eu posso contar com ele, o mesmo ficou comigo sabendo do meu pior medo. por mais que nosso amor não seja aberto ao mundo, eu gosto de saber que é recíproco. E espero que dure por muitos anos esse amor maluco.


Quase Meu Meio IrmãoOnde histórias criam vida. Descubra agora