37° Capítulo 🍀

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"Somos vítimas e bandidos.
Reféns de nossas próprias decisões e atitudes."
SCruz🍀

Nathaniel.

Depois que Olívia soltou a bomba em mim e saiu dizendo que iria se mudar, cem quilos pesou em minhas costas, o que farei. A pergunta feita por Heitor ainda assombra meus pensamentos, eu não tenho respostas, tudo está escorrendo pelos meus dedos, fora de controle e odeio isso.
Começando por Aurora, seria mais fácil se ela fosse fútil e consumista igual a todas que conheci, mais não, é totalmente diferente, era para ser uma aposta ganha, uma trepada sacana e uma amizade duradoura, e foi tudo ao contrário, não sei o que sinto em relação a ela, mais perdê-la não está na minha lista agora, e piorando essa lunática aparece além de colocar tudo de cabeça para baixo, diz estar grávida.
Bebo o whisky na boca da garrafa mesmo, creio que todos já tenham ido embora, estou largado no sofá do escritório sem vontade de voltar para minha casa e encontrar Olívia lá.
Meu anjo foi embora e não se despediu, o que será que está pensando? Se fosse o contrário com certeza estaria puto. Um dia sonhei em formar uma família com Olívia, sempre tive vontade de ser pai, mesmo novo, queria no mínimo quatro filhos, mais tudo foi ralo abaixo, quando percebi que tão perversa Olívia foi em arrancar de mim meus desejos escondidos e agora vem movê-los novamente quando a dor passou e comecei a acreditar de novo.
Nunca diga seu ponto fraco a ninguém, isso pode virar-se contra você, sou exemplo disso. Bebo mais um gole e minha porta é escancarada, Nick entra fazendo o alvoroço que só ela sabe.

- Onde você estava com a cabeça que engravidou aquela lambisgoia? Posso saber?

- Como me achou aqui e quem te disse que ela está grávida?

- Te conheço melhor que você mesmo irmão, a megera chegou lá em casa de mala e cuia, se não tivesse dito que estava grávida Bá teria colocado ela para fora a ponta pés.

Abraço minha irmã e nesse momento não me importo de ser forte, choro, queria que isso fosse um pesadelo e a qualquer momento acordasse, estou cansado, gerenciar uma empresa com várias pessoas dependendo de mim e meus amigos não chega nem perto do caos que é minha vida.
Deixei de ser o CEO todo poderoso de vinte e seis anos e pareço uma criança no colo da minha irmã.

- Acho que bebeu demais irmãozinho, disse tirando a garrafa das minhas mãos, Nate você se tornou tão frio, estupido e inalcançável que a maioria das vezes queria te matar, mais não quero vê-lo desse jeito, essa mulher não merece nenhuma consideração sua, coloque sua máscara de novo e tome as rédeas desse assunto, não deixe que Olívia faça o que bem quiser da sua vida, espero que tome uma atitude.

- Se essa criança for minha mesmo não posso abandoná-la.

- E não iremos, vou amar meu sobrinho ou sobrinha, mais não somos obrigados a assumir Olívia, por hora enquanto não pudermos fazer o teste de paternidade vamos ter que fazê-la acreditar que tudo que ela quiser vamos acatar.

Minha irmã cresceu, ouvi tudo calado e assenti, ela está correta nunca mais deixarei Olívia me manipular, apenas farei com que ela acredite que ainda gosto dela, para afastá-la de vez da minha vida. Só não sei como vou convencer a Aurora que me ajude.

- Como Aurora recebeu a notícia?

- Não falei com ela depois que Olívia saiu daqui, tenho medo que se afaste, mais é o certo a fazer, prometi a ela que não faria sofrer, mais só faço o contrário.

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