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Myrtle Beach, Carolina do Sul Julho de 2013
A N N A
Não é novidade para ninguém que o feriado de 4 de julho tem um imenso significado com a independência dos Estados Unidos.
Além de nós, americanos, comemora-ló com inúmeros fogos de artifícios, desfiles temáticos, confraternizações em família ou em parques locais, no litoral, as praias costumam parecer formigueiros de tão superlotadas. Aquela manhã de terça-feira havia se espreitado num belo céu ensolarado, um incentivo que fez eu e os garotos despertarmos mais cedo para aproveitarmos o mar.
Como moradora local, sei que os turistas costumam emergir sobre a orla por volta das dez da manhã, então com uma hora de antecedência conseguimos um ponto agradável muito próximo de casa. Niall e Liam vestiam bermudas de tactel para mergulho, enquanto eu, usava o meu biquíni azul marinho favorito para curtir o sol matinal. Além da bolsa de praia que sempre carregava com alguns pertences necessários, também trouxe pendurada em meu pescoço uma de minhas câmeras — só para correr o risco de fotografar coisas interessantes ao longo do dia.
Ao estender uma toalha sobre o chão de areia, me espreguicei de bruços e lá permaneci observando Niall e Liam brigarem com as ondas que pareciam mais furiosas que nunca. Divergente da noite passada, nesta manhã a maré havia despertado alta e agitada, algo para qualquer turista ficar em alerta caso fosse tirar um mergulho mais profundo. Enquanto os admirava, não pude deixar de pensar na sensação calorosa que era tê-los por perto novamente. Os dois deixaram um suspense no ar sobre a duração de suas estadias no litoral, mas honestamente isso não me preocupava nenhum pouco. O único fato que me importava é que eles estavam aqui agora, exatamente como nos velhos tempos e eu iria me esforçar para fazer deste verão o mais inesquecível de todos.
Estendi o braço e mergulhei minha mão direita no interior da minha bolsa, agarrando minha polaroid. Posicionei-a perfeitamente na frente do meu óculos de sol, fechando uma pálpebra para obter melhor concentração e então comecei a congelar alguns momentos. Tirei algumas fotos dos garotos nadando ao longe, depois capturei outras quando eles iniciaram uma guerrinha de água em uma área mais rasa. Fotografei o píer centenário onde eu e vovó tínhamos o hábito de ir todos os fins de tarde e também a monotonia da orla que, com o passar do tempo, estava ficando cada vez mais sobrecarregada de universitários e rostos desconhecidos.
O sol estava quase ao pino acima de mim, seus raios beijando minha pele em uma sensação ardente e suavemente severa. Quando guardei a câmera, recolhendo as fotografias frescas e enfiando-as dentro da bolsa, levitei meu olhar até o mar e flagrei Liam caminhando em minha direção. Ele portava um sorriso feliz no rosto, parecendo um golden retriver que acabara de abandonar o banho com o corpo inteiro respingando água salgada.