E aqui se inicia a jornada do Mingyu surtado por um chinês (minha tbm), eu simplesmente amo demais Wen Junhui
Boa leitura monamor <3________________________________________
Capítulo Dois: Se Kim Mingyu existe, é para boiolar.
Pela terceira vez Kim Mingyu respirou fundo. Estava no restaurante com salas particulares para jantar. Diante a porta de madeira que o separava daquele pedaço de seu passado.
Não precisava de um gênio ali para lhe dizer: é roubada cara, rou-ba-da. Até ele tinha plena consciência que se envolver com um ex-amor é pedir para ser iludido. E por isso ainda vacilava em dar os passos que faltavam para consumar sua burrada.
— Precisa de ajuda senhor? – disparou o garçom parando ao seu lado no corredor.
— Não, não! Obrigado. – movimentando-se rapidamente Mingyu deslizou a porta a sua direita e entrou fechando-a o mais silenciosamente possível. Uma voz serena o saldou:
— Pensei que não viesse mais.
Arrepios percorreram toda lombar de Mingyu e com movimentos robóticos ele virou, sorriu e se aproximou ocupando um lugar em frente ao da figura formosa que com um olhar perspicaz acompanhava cada ato dele.
— Não vou mentir, cogitei isso umas mil vezes.
— Que malvado Gyu-ssi! Depois de tantos anos, e nem parece feliz em me ver. – Junhui desviou o olhar brincando com o pingente do chaveiro em suas mãos, não queria demonstrar que ficou magoado com aquelas palavras. Suas expectativas para aquele momento estavam altas, ele literalmente contou os minutos e encheu a paciência de Minghao no decorrer.
Mingyu ocupou-se com a tarefa de ver os dedos alheios deslizarem pela pokebola.
— Desculpa, é que eu ando bem cansado, minha rotina é pesada.
— Nesse caso, podemos marcar alguns passeios relaxantes. Eu tô muito feliz em te reencontrar, espero que possamos passar algum tempo juntos.
Por fora Mingyu sorriu sem graça, por dentro ele se revirava do avesso. O motivo de estar ali era justamente para evitar que o mais velho insistisse em encontros. Conhecendo sua resistência, sabia que ia ceder uma hora ou outra por isso devia seguir o conselho de Seokmin: “Tem que mostrar indiferença, ficar na defensiva como se ele fosse te apunhalar a qualquer momento! Acredite uma hora ele vai! Não esquece! Manter distancia e permanecer evasivo.”.
— Bem, é difícil... – Levou a mão a nuca e inclinou o rosto para o lado, nunca foi muito bom em fingir, seu ponto forte era sua transparência em qualquer momento.
— Não está me evitando está? – Junhui largou o chaveiro e apoiou os braços na mesa o fitando fixamente.
— Não, não... Apenas, é uma correria sabe. Minha vida.
— Poxa! Eu quero tanto aproveitar um tempo contigo. Acha que consegue abrir brechas pra mim? – A sinceridade cortante do chinês acertou em cheio Mingyu, seu coração apertou. Foda-se o manter distancia e permanecer evasivo.
— Eu vou tentar. – disse baixinho arrancando um sorriso largo de Junhui que bateu palmas comemorando.
— Isso me deixa muito feliz, eu sempre me sinto tão livre com você Gyu, seu jeito é refrescante – Junhui alargou ainda mais o sorriso como uma criancinha após receber o que tanto queria. Aquele maldito sorriso aberto. Mingyu piscou, embasbacado, seu coração disparou.
Porra, estar voltando.
— E você continua lindo. – as palavras saíram sem controle algum.
— É minha sina. – Junhui deu de ombros teatralmente, eles se encararam e riram.
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Completamente do Nada!
RomanceKim Mingyu em toda sua vida sempre manteve um penhasco pelo seu primeiro amor, o metido chinês de nariz arrebitado que havia voltado para China no final do colegial. E esperava continuar com seus lancinhos (que Seungkwan e todo escritório fofocava)...