No dia 12 de outubro de 2002, eu nasci (é... dia das crianças, acho que é por isso que ninguém me leva a sério). Nasci com os cabelos pretos como os da Branca de Neve, olhos castanhos e bem puxadinhos, pele clara, com minha mancha em volta do olho e até bem gordinha, nasci com 3kg e berrando como todos os outros bebês. Minha mãe brinca que eu chorava tanto que fiz até os outros bebês acordarem e, então, virou um coral de bebês berrando escandalosamente. Eu considero que eu era uma bebê até bonitinha.
Como toda criança ganhando um irmãozinho, minha irmã não GOSTOU NADA da ideia. Mesmo tendo só um ano de idade, ela dava sinais de ciúmes. Ela até deixava de comer algumas vezes para chamar atenção (foram os médicos que disseram e eu não discordo, ela sempre gostou de chamar atenção).
Eu ouvi isso tá?! - Minha irmã escandalosa como sempre, não liguem.
Continuando...
Depois de um tempo, minha irmã acabou se acostumando com a ideia (ela também não tinha outra escolha, afinal sou irmã dela). Sempre brincávamos muito, gostávamos de brincar de fazer sombras (eu só sabia fazer uma pomba, mas tudo bem)
Lembro do meu aniversário de 5 anos... foi ótimo! Como todo aniversário infantil, teve bolo, cachorro- quente e muito mais. Tiramos muitas fotos, me sujei toda de bolo e... Nossa. Acabo de me lembrar que nesse dia alguém deixou uma caixa sobre a minha cama. Estava escrito "NÃO ABRA ATÉ QUE FAÇA 18 ANOS" (típico de conto de fadas né? Mas a minha história não é um conto de fadas). Eu acabei me esquecendo dela, então por isso ainda não abri. (Não vai me dizer que achou que eu não havia aberto por ser obediente?!) Mas falta só alguns meses para eu completar 18, então dá para esperar mais algum tempo. Eu queria muito saber quem me deu aquela caixa... Quem sabe eu não investigue depois, não é mesmo?
*Já viram que ela é curiosa, mais em breve verá mais "qualidades" dela, se prepare...
Não começa! Enfim... aquele dia não foi nada bom para minha irmã. Ela estava com seu primeiro dente mole e estava louca para quando ele caísse, pois assim ela ganharia R$1,00 da mamãe (nós duas ouvimos nossos pais falarem que ela tinha que separar os trocados para quando a Natália perdesse seus primeiros dentes). Ela ficou toda feliz, porque achava que a mamãe era a fada dos dentes... Como ela era boba! Meu Deus! Nunca acreditei nisso.
É mesmo?! Então, porque você me ajudou a guardar o meu dente embaixo do travesseiro? E quando foi sua vez, você perguntou a mamãe se dava muito trabalho ser fada do dente.
Precisava falar isso? Não precisava me explanar assim. Você não precisava saber disso, mas minha irmã fez QUESTÃO de contar.
*Sim, elas estão mostrando a língua uma para a outra e, olha que elas têm 17 e 19 anos em?! Imagina se tivessem menos? Agora elas estão se batendo... Com tapas de leve. E agora fizeram milhões de bolinhas de papel e estão atacando uma na outra... que desperdício de árvores. Vamos dar uma pausa até isso passar, porque narrar isso... você deve imaginar como entediante.
Continuando... dei uma pausa para beber água e voltei rapidinho.
Para uma água você demorou muito, não acha? Haha
Chega, Natália! Deixa eu contar! Até perdi o foco. Ah, lembrei.
Quando finalmente completei 6 anos, fui para a escola. Eu não tinha amigos e estava com muito medo. Mas quando cheguei lá, vi que não era somente eu que estava me sentido assim. Tinha várias crianças chorando, outras grudadas na barra do vestido de suas mães, um verdadeiro show de horror. Mas também tinha aquelas crianças que não ligam para nada e não importa aonde estiverem, sempre estarão correndo de um lado para o outro. Imediatamente, olhei para minha mãe e ela estava com aquele sorriso de sempre, o sorriso dela sempre me acalma.
*Pausa para apresentar a mãe dela rapidinho. A mãe dela se chama Elizabeth, esse nome combina com ela. Ela tem um sorriso radiante e a delicadeza de uma princesa (vocês podem ver que a Ivy não puxou ela em nada, mas ela tem suas qualidades também, não sou má, ok?). Ela tem a pele clara, levemente bronzeada, olhos castanhos, e é um pouquinho maior que Ivy. Tem cabelos ondulados e pretos e tem 46 anos. Pronto, agora ela pode continuar.
Ela me confortou naquele momento somente com aquele olhar, confortante e aquele sorriso. Não sei explicar o porquê de tal conforto que ela consegue me passar. Mas mãe é mãe, né.
Depois disso, eu vi uma menininha muito assustada e sozinha, e resolvi ir falar com ela. (Na verdade, estava com vergonha, mas minha mãe me encourajou.) A menininha tinha a pele negra, olhos grandes e castanhos, cabelos crespos com um laço vermelho amarrado, estava usando um vestido laranja e branco rodado, na altura do joelho, com flores coloridas. Me aproximei aos poucos, olhando várias vezes para trás, estava morrendo de vergonha (e com a bochecha corada). A menininha estava em posição fetal, sentada no chão, e parecia estar chorando. Me abaixei ao lado dela e disse:
__ Ei, não chore. Qual o seu nome?
Rapidamente, ela levantou a cabeça, enxugou os olhos e disse com a voz meio rouca:
__ Meu nome é Diana... e você?
__ O meu é Ivy. De qual sala você é?
__ Sou do 1°ano B e você?
__ Que ótimo! Somos da mesma turma! Venha, vou te apresentar a minha mãe.
__ Está bem.
Naquele momento, ela abriu um sorriso fofo e sincero, e naquela hora, eu não podia imaginar o quanto aquela amizade se tornaria importante para mim.
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Ei, gente!! Esse capítulo foi um pouco maior por causa da espera que fiz vocês esperarem por um novo capítulo, então caprichei. Comentem o que acharam, dê estrelinhas. Espero que gostem. Eu sinceramente amo as brigas da Ivy e a Natália Kkkkkkkk beijos da Kim❤️
Obs: Não esqueçam de reparar na fonte usada, pois cada personagem tem uma fonte. A narradora é itálico, a Natália é em negrito e a Ivy e o resto dos personagens é normal.
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Quem sou eu?
FantasyEssa é a história de uma menina muito divertida chamada Ivy, que tem uma baita dúvida sobre si mesma a partir do momento em que a sua professora pede para sua classe escrever uma redação com o tema "quem sou eu". Nessa história haverá muitos mistéri...
