__ Presente __
“ Não muito chamativa, nem simples demais
Essa é a superfície
Apenas o essencial para não ser esquecida,
Mas também para não se destacar demais
Quando o canivete corta a fita, a camada cai
Uma bela embalagem vermelho vivo entra em cena
Simples, básica e lisa
Não havia decorações desnecessárias
Assim ninguém se incomodaria
Mas quando mais o canivete corta as fitas
A embalagem se tornava em algo chamativo
Uma bagunça, poluição visual
Ninguém é capaz de entender porque é assim
Pois nunca chegaram à essa camada
Quanto mais você abre, quanto mais fundo você corta
Maior é a excitação de descobrir como é a próxima embalagem
Será dura como pedra? Frágil como cristal?
Quem sabe? Todos desistem logo na primeira
Sempre que estou sozinho
Abro mais uma camada da embalagem
Indo mais e mais fundo
Até descobrir o que há no final desse presente ”