Falando sobre hot agora:
Primeiro: hot não é problema. Ponto.
Sexo existe, desejo existe, e o Ayrton era um homem adulto, sexualmente ativo e nada inocente. Fingir que isso não fazia parte da vida dele pra parecer “respeitoso” é, pra mim, até meio hipócrita. Tipo, o cara transou com uma menina só por causa de um adesivo no pescoço escrito “quero te dar” no Carnaval. Ele era muito cachorro, isso a gente já conhece.
Sei que tem gente que não gosta, e tudo bem. Eu, como leitora mais de livros do que de fanfics, não me importo se tem ou não. A maioria dos livros que tenho na estante não tem sequer um hot. O que acho um pouco “problemático” é quando a pessoa só lê se tiver hot, mas ainda assim é o gosto dela.
Agora, falando especificamente de fanfic:
fala-se muito sobre sexualizar personagens e famosos. Vou citar só o Ayrton, já que é sobre ele que escrevo. Mas fanfics maduras dele não têm nada de errado, até porque o hot não vai estar presente em todos os capítulos. A história gira em pontos muito mais complexos.
No meu caso, por exemplo, o ponto mais forte é a Gabriela, que tem vícios e é infértil, mesmo tendo como maior sonho ser mãe. O Ayrton quer ser o melhor, se dedica totalmente a isso e, mais tarde, também aparecem os desejos que ele esconde.
Não vou me aprofundar agora, porque senão não paro nunca de escrever, mas fanfics maduras dele não deveriam ser vistas como algo “ruim” ou apenas como sexualização. Muitas pessoas levam isso pro lado de ele já estar morto, o que eu até entendo, mas, se formos puxar por aí, nenhuma fanfic existiria, já que todos nós vamos morrer.
E também não é porque hot não é um problema que a gente vai começar a escrever vinte capítulos de “posições que ele meteria em você”. Aí já é demais.
Estou até com vergonha de escrever isso, mas acho que deu pra entender.