Sob o Luar
Perdemos pela noite, sem rumo, sem meta,
Entre conversas soltas,a vida era completa.
Paramos sob o véu de um céu de alvoroco,
Onde a lua testemunha nosso laço louco.
Roubei-te um beijo, doce, furtivo e quieto,
E o tomaste de volta,num doso contra-ato.
Esse jogo se inflama,num ritmo crescente,
Até que em um refúgio,urgentemente...
Não são juras ao vento, doces e vazias,
São promessas sujas,carregadas, ardentes.
É o fluxo perfeito de um rock na vitrola,
O paraíso proibido que a pele controla.
É o fôlego que falta, que vai e que volta,
Um suspiro roubado numa onda de revolta.
E quando a chama acalma,e o corpo se encontra,
Somos dois bobos rindo,na calada da noite,
De mãos dadas, tropeços, voltando para casa,
Carregando o segredo que a lua abraça.