Em ti vejo três reis:
Um que pensa e compreende,
cuja mente é lâmina fria deEspadas
cortando a névoa do mundo até restar a verdade nua.
Um que racionaliza antes de agir,
mas cuja ação,em si, já é um verbo sentido.
É a vontade dePaus—o raio que não pede licença
para clarear a floresta da dúvida.
E um que aprendeu a dosar o vinho da alma,
a medir seu envolvimento nas conexões que faz.
É o cetro deCopas—não um coração fechado,
mas um cálice que só transborda para a sede certa.
E no entanto, além da tríade real,
vejo também um Cavaleiro.
Não de ouro,não de armadura brilhante,
mas de poeira nos sapatos e o horizonte nos olhos.
Ele é o quarto rei—o rei do caminho.
Aquele que não governa de um trono,
mas da estrada,da busca, do movimento.
Cujo reino é o andar,cuja coroa é o pó das estrelas.
Pois é este Cavaleiro que move os Reis.
É a ação dos três.
É o pulso que empunha a espada,
a centelha que incendeia o bastão,
o passo que leva o cálice a novos lábios.
Sem ele, os reis são estátuas em palácios vazios.
Com ele,o conselho ganha vida, destino e direção.
E é nesse guerreiro—mente,vontade e coração em marcha—
que brilha a tua essência mais rara e completa.