O tempo passa, e com ele nós mudamos, amadurecemos e nos transformamos. Isso, inevitavelmente, se reflete naquilo que escrevemos.
Por muito tempo flertei com o dark romance em sua forma mais tradicional, aquele marcado por disparidades de poder e por situações que, honestamente, não deveriam existir dentro de um casal. Ainda assim, sempre foi apenas um flerte. Desde o meu primeiro livro, nunca escrevi mocinhas que realmente se encaixassem nesse perfil.
Hoje, consigo enxergar com mais clareza onde falhei.
Quem acompanhou o livro da Anastácia viu uma escrita mais crua, ainda perdida, um fluxo desordenado de ideias que surgiam como um rio. Foi meu primeiro livro, e há muito tempo não consigo mais escrever daquela forma. Por isso, ele foi retirado. Pretendo reescrevê-lo um dia, porque Anastácia é uma personagem incrível e merece uma história à altura, não da forma esdrúxula como foi feita.
“A Senhora” foi o primeiro passo na direção do que eu realmente queria escrever. Ainda assim, hoje reconheço falhas que não deveriam existir. Mesmo assim, foi ali que encontrei o eixo. Noah e Eva são o início de tudo, e sempre serão.
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