Faltando poucos capítulos pra fechar o primeiro ato de Um Inverno Para Recordar, eu percebi uma coisa: O quanto a escrita solitária te ensina.
Antes, eu tinha troca constante. Tinha alguém lendo, comentando, reagindo… tinha bússola. Agora, quase sempre, é só o silêncio e o bloco de notas em branco.
E isso ensina...
Ensina que nem sempre vai ter alguém pra ler.
Que nem sempre vão querer saber o que você tem a dizer.
E, principalmente, que você precisa continuar mesmo assim.
A escrita solitária me obrigou a confiar mais na minha própria voz, e não me correr pelos erros que eu cometer.
A insistir mesmo sem ninguém pra dizer que a minha idéia é boa o bastante.
Não é bonito, nem fácil. Mas é real.
E talvez seja exatamente isso que eu precisava pra me sustentar ao longo de quase trinta capítulos escritos.