Hoje tenho fé em uma certeza incerta
Que faz grito se transformar em canto
(Quase) não choro mais em prantos
E esqueci daquele pesadelo que cerca
Sou emocional, por isso me emociono
Calmaria na coxia, prenúncio de morte
Da alma, dos sentidos de atriz gaivota
Vou cantar desafinada aquela nota
E os holofotes estarão todos em mim
Eles me enchem fé coragem cega
Não vejo mais nada, nem ninguém
Apenas apresento esse meu show
Sinto as mudanças não concretas
E ainda não posso ir de bicicleta
Por puro amor, empatia e racional
Não importa; quero estar bonita
Quero apresentar o meu eu mais belo
Como vantagem ao mundo corrompido
Me passa mais um comprimido azul
Enquanto me comprimo, abdico tudo
Menos as perspectivas
Ahhh a vida
Sinto o pulsar atrás das velhas cortinas
E vou com fé e coragem
Entrego o meu melhor
Bam bam bam, soa o sinal
Está na hora de brilhar no show
O restante a gente inventa e interage
Para não virar pudim
Inerte é super açucarado
Meu legado hei de deixar aqui
Coisas grandiosas para vir
Atenção, a performance vai começar