O corpo doía. Não uma dor comum. Ela não percorria o local e arrepiava a pele; não sangrava. E se porventura cessasse —mas não o faria— não haveria cicatriz.
A sensação daquela dor começava na boca do estômago, pequena a princípio. Depois subia lentamente pelo tórax, tirando o ar dos pulmões, aumentando cada vez mais, agarrando-se como gavinhas nas costelas e pressionando-as. A pior parte havia de ser quando ela se aninhava no peito, e como um roedor, consumia tudo ao redor.