Eu nunca fodi com gentinha da sua laia, e foi exatamente por isso que eu subi aquela escadaria. Foi exatamente por isso que eu deixei que todos fossem arrebatados, porque eu nunca fui uma parte de algo coerente. Eu nunca fui parte de nada. E agora, eu sou a coesão. Eu sou a dor que você sente quando cai e se quebra, vocês podem ser os fragmentos do vidro espelhado, mas eu sou a moldura.
Tu és o líquido perfumado, floral e doce; Eu sou o aroma personificado. Tu és a voz; eu sou cada palavra, cada significado, cada revirada dos teus olhos e cada empurrãozinho que te joga escada abaixo.
Eu sou a brisa que dispara. Você tem olhos, mas nunca poderia ver a cor porque ela já é toda minha.
Não sou ameaçada por tua astúcia, tuas travessuras nunca me tocam pois minha vida nunca deixa de ser doce. Minhas palavras são lei a minha volta, e eu nunca duvidei, nem mesmo dos meus próprios erros.
Tu consegues escrever parágrafos, claro, mas nunca compreenderia qualquer prosa verdadeira, nem que ela dançasse nua em tua frente. Mentes fechadas são criadouros da idiocracia, afinal de contas.
Não me questiones, que não haja zombaria quando eu proferir ameaças, porque minhas palavras nunca são vazias.
Vazias como tua mente, teu espírito soberbo, coração guloso e lotado de luxúria. Tu, pobre animal que nunca se satisfaz.
Eu nunca fui parte dos ideais que tu guardas com tanto zelo. Eu cheguei acima desse jeitinho, e é aqui que estarei quando tu caíres. Rindo, porque as cartas sussurraram a verdade pra mim a muito, muito tempo.
Tu és um animal fraco, de orgulho ferido, cujas garras raivosas jamais arrancam sangue algum além do teu próprio. Tu és teu próprio fim. Ω