Henggo
Continuando os trabalhos no mapa (2)
A VERSÃO DIGITAL ESTÁ DANDO UMA TRABALHEIRA... Muitas pessoas veem arte digital e pensam: "Ah, isso é fácil! Não tem trabalho!" Quem me dera!
De fato, trocar pincéis, canetas nanquim, réguas, borrachas e uma mesa inteira de trabalho por um simples tablet é uma facilidade absurda. PORÉM, o trabalho de minúcia e apuro continua o mesmo, não se engane.
Anos atrás, quando estava na UFMA cursando aquela que seria minha segunda graduação, Artes Visuais (que abandonei no quinto período), eu decidi incrementar minhas habilidades artísticas e investir em cursos de arte digital. E vou te confessar: a princípio, eu também tinha o mesmo pensamento de "Ah, vai ser moleza!"
Errei feio, errei rude.
Camadas e mais camadas, rascunhos, horas de cabeça abaixada, dores na mão, busca de referências, erros eventuais, bugs no programa... De repente, eu descobri um mundo de possibilidades infinitas, mas nada tranquilo. Cheguei a ter uma mini carreira com pintura digital em uma galeria de arte, a UrbanArts, tendo mais de 600 obras disponíveis para venda, mas isso trouxe consequências físicas, principalmente, e a percepção de que, se você quer algo bem feito, precisa tratar o digital com respeito.
A arte digital cansa, saiba disso. E cansa ainda mais se você se recusa a fazer qualquer besteira.
O mapa das Terras Antigas, com todas as árvores que precisam ser desenhadas (porque eu me recuso a "copiar e colar"), está brotando, mas exigindo paciência. E, sabe, mais uma vez temos a lição-base da escrita criativa: entender que é um processo lento e gradual que terá frutos muito à frente.
É o cansaço que abraça.
Até a próxima! ;)
Henggo
@ Miinaki Sim, mas eu quero que o processo seja assim. Ultimamente, eu uso o IbisPaintX Pro, com vários pincéis que possibilitam a personalização. Mas não é sobre correr com o trabalho, é sobre sentir o processo. Cada contorno de árvore é uma terapia de silêncio — algo que a agilidade proporcionada por um pincel personalizado não pode me dar.
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