Henggo

Começando os trabalhos no mapa... 
          	
          	VOU CONFESSAR: tive tanto trabalho desenhando o mapa das Terras Antigas que agora, na etapa final,estou morrendo de medo de tocar nele. Sério! Tô parecendo pai/mãe de primeira viagem que fica na agonia diante de pegar o recém-nascido, sabe? Por isso, tenho feito vários testes com todos os materiais que tenho aqui. 
          	
          	Como previ, o giz pastel seco foi o melhor. MAAAS, o efeito das raspas do giz espalhadas com um pincel de maquiagem me surpreendeu. 
          	
          	Foi engraçado porque comprei o pincel em um ataque de oportunidade. Estava no shopping com minha mãe e minha prima, que foram comprar coisas para um casamento ao qual iremos. Na loja de cosméticos, enquanto elas se derretam por estojos de maquiagem, eu perguntei à vendedora qual o pincel mais macio que ela tinha. A moça perguntou para o que era e começou a falar vários nomes de coisas que eu nunca tinha visto. Sem saber o que responder, eu disse: "Não é para mim". Mas no sentido de "não é para eu usar com maquiagem". A vendedora claramente pensou que eu estava mentindo, me entregou um kit com três pincéis e olhou para mim de cima a baixo com uma cara de: 
          	
          	"Bicha, melhore!" (⁠ ⁠ꈍ⁠ᴗ⁠ꈍ⁠)
          	
          	Foi massa! :⁠-⁠D
          	
          	As Terras Antigas estão vivas. Isso é bom. É a escrita para além das palavras. 
          	
          	Depois que eu fizer esse trabalhinho aqui, vou partir para desenhar o mapa em versão digital para que possa ser incluído no livro. Por fim, se me sobrar paciência, ainda pretendo redesenhar em papel Canson. 
          	
          	Em resumo: um artista/escritor procurando sarna para se coçar. (⁠+⁠_⁠+⁠)
          	
          	Agora, deixa eu ir ali aproveitar esses pincéis e dar uma retocada no reboco da minha cara. *⁠\⁠0⁠/⁠* 
          	
          	Tchau! 

Henggo

Começando os trabalhos no mapa... 
          
          VOU CONFESSAR: tive tanto trabalho desenhando o mapa das Terras Antigas que agora, na etapa final,estou morrendo de medo de tocar nele. Sério! Tô parecendo pai/mãe de primeira viagem que fica na agonia diante de pegar o recém-nascido, sabe? Por isso, tenho feito vários testes com todos os materiais que tenho aqui. 
          
          Como previ, o giz pastel seco foi o melhor. MAAAS, o efeito das raspas do giz espalhadas com um pincel de maquiagem me surpreendeu. 
          
          Foi engraçado porque comprei o pincel em um ataque de oportunidade. Estava no shopping com minha mãe e minha prima, que foram comprar coisas para um casamento ao qual iremos. Na loja de cosméticos, enquanto elas se derretam por estojos de maquiagem, eu perguntei à vendedora qual o pincel mais macio que ela tinha. A moça perguntou para o que era e começou a falar vários nomes de coisas que eu nunca tinha visto. Sem saber o que responder, eu disse: "Não é para mim". Mas no sentido de "não é para eu usar com maquiagem". A vendedora claramente pensou que eu estava mentindo, me entregou um kit com três pincéis e olhou para mim de cima a baixo com uma cara de: 
          
          "Bicha, melhore!" (⁠ ⁠ꈍ⁠ᴗ⁠ꈍ⁠)
          
          Foi massa! :⁠-⁠D
          
          As Terras Antigas estão vivas. Isso é bom. É a escrita para além das palavras. 
          
          Depois que eu fizer esse trabalhinho aqui, vou partir para desenhar o mapa em versão digital para que possa ser incluído no livro. Por fim, se me sobrar paciência, ainda pretendo redesenhar em papel Canson. 
          
          Em resumo: um artista/escritor procurando sarna para se coçar. (⁠+⁠_⁠+⁠)
          
          Agora, deixa eu ir ali aproveitar esses pincéis e dar uma retocada no reboco da minha cara. *⁠\⁠0⁠/⁠* 
          
          Tchau! 

Henggo

Reescrita concluída!
          
          POR VÉRR! Haja coração! A reescrita de "Gethnar", novo livro que irá para o Wattpad, está concluída — apesar da gripe, veja só! :⁠-⁠P Entre fungadas, tosse e pequenos momentos de febre, consegui evoluir bem. Com isso, sinto que cerca de 80% do trabalho está concluído. Agora, vou emoldurar o mapa que fiz, pensar na capa e na diagramação para um (possível) livro físico no Clube de Autores e partir para o registro na CBL.
          
          Porém, em alguns dias, vem uma etapa que eu adoro: escutar o livro. Sabe aquela função de "Leitura em voz alta" que tem em muitos aplicativos de escrita? É exatamente ela que eu uso.
          
          Ouvir o próprio texto é massa porque nos oferece uma visão diferente da obra. Temos a chance de saber se os diálogos fluem, como está a cadência da narração e ainda pegar pequenos erros ortográficos que a revisão não pega — ainda mais porque eu pulei a etapa de maturação, que exigiria alguns meses longe do texto.
          
          Paciência.
          
          Desta vez, quero fazer essa etapa de escuta, pois no último livro que publiquei no Wattpad — "DEEP SEA" — fiquei devendo. Quando pego esse livro e comparo com o último que publiquei na Amazon — "Uma vida com Rauã" — a diferença de fluidez é perceptível para mim.
          
          Negócio é que será beeeem estranho escutar nomes como Zoryss, Thorza, Thrar-Márr e afins. Vamos ver como o leitor artificial se vira. Será divertido. (⁠✷⁠‿⁠✷⁠)
          
          Sim, o cronograma continua e pretendo publicar no começo de julho. Dedos cruzados.
          
          Até a próxima. (⁠◍⁠•⁠ᴗ⁠•⁠◍⁠)⁠❤

Henggo

@ AggieSS25  ❤️❤️❤️
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AggieSS25

@ Henggo  Obrigada pela resposta!!me motivou muito mais ‍↕️‍↕️ 
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Henggo

@ AggieSS25  Por mais idiota que pareça, a maior dica é: continue a escrever. Não tem outra saída. É estudar escrita criativa, abraçar os erros, fugir da ansiedade de escrever o que os outros querem, fugir de "influencer" que só arrota sucesso sem apresentar nada, sem apresentar falhas; especialmente, é colocar na cabeça que nunca estamos prontos; o livro de hoje é um degrau para que eu faça um livro melhor amanhã. Simples assim. É ter essa fome constante de aprender, descobrir o mundo, criar personagens; ter coragem de escrever sobre quem se é, em vez de "surfar a onda" e escrever algo que não faz sentido para a tua realidade. É aí que tu terás autenticidade. Não dar tanta importância aos números — de seguidores, curtidas, vendas, prêmios etc — e tomar para si a noção de que a escrita vai te abraçar independentemente desses números. E, fundamental, não se envergonhar do teu texto. A tua frase "ainda é muito fraca" gera em mim algumas questões: comparada com qual texto? Com qual escritor ou escritora? Será que é "fraca" mesmo? O que é "uma escrita fraca"? De onde vem esse pensamento? Por que tu tens esse pensamento? Quem te levou a ele? Qual lente tu estás usando para ver tua escrita dessa forma? Entende os pontos que eu provoco aqui? Tu tens que bater no peito e escrever. É o que eu sempre insisto: ligue o foda-se. Estou nessa há 25 anos e te digo sem meias palavras: muita gente vai cuspir em ti, muita gente da tua família tentará ridicularizar teu sonho, tu sofrerás pressão de toda parte e enfrentarás o autoboicote. Mas se tu quiseres mergulhar nesse ofício de verdade, se tu abraçaresa escrita criativa e levá-la com respeito a quem tu és, esses abalos não vão arrancar teu sonho. Há uma questão de privilégios, sei que não é todo mundo que tem condições de fazer cursos, investir etc, mas é sim possível evoluir na escrita. Portanto, tenha paciência, entenda que é uma evolução lenta e gradual, escreva, insista e estude. 
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Henggo

Você precisa MESMO publicar livro físico? 
          
          SIM, DE NOVO ESSA HISTÓRIA. Paciência. Fico intrigado como, entra ano, sai ano, as pessoas se deixam levar pela "sacralidade" do livro físico. 
          
          Sério que ainda estamos nessa? 
          
          Eu mesmo tenho mais de 50 obras publicadas e ainda escuto a famosa pergunta: "quando vem o livro físico?". É irritante! Tenho obras físicas no Clube de Autores e em concursos que ganhei, mas as pessoas ficam tanto nelas, ignorando todo o conjunto que tenho digitalmente, que a impressão que tenho é que cada vez menos gente se preocupa com a escrita em si. Número de seguidores, número de votos, dinheiro parecem ser a prioridade. É chato. 
          
          A pergunta-base é: por que o objeto físico ainda é visto como superior? 
          
          Eu queria muito que as pessoas entendessem que o livro físico não pode ser usado como medida de legitimidade literária, mas, infelizmente, sei que é "remar contra a maré"... 
          
          Mas eu quero saber de ti: o que faz alguém ser um autor de verdade para os teus olhos? A quantidade de páginas impressas ou a constância da história? Deixa o teu veredito aqui! Como leitor ou criador, também sentes que o livro digital às vezes é tratado como "segunda classe", ou essa barreira já ficou no passado?

Henggo

@ AggieSS25  Obrigado! ❤️ Pois é, fazer essas diferenciações não faz sentido. O importante é saber se aquela história consegue nos prender. Esse é o primeiro crivo.
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AggieSS25

@ AggieSS25  A propósito gostei muito do Guia de sobrevivência ✨️
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AggieSS25

@ Henggo  Pra mim um autor de verdade é aquele que consegue transmitir emoções por meio de palavras, aquele que consegue te levar pra dentro da história sem que você perceba. Particularmente tenho preferência por livros físicos, mas é mais por uma questão sensorial haha Não deixaria de ler um livro só por ser digital
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Henggo

Faltam 100 páginas!
          
          CHUPA ESSA, GRIPE! ◖⁠⚆⁠ᴥ⁠⚆⁠◗
          
           Tem sido cansativo, mas nada extraordinário. Quando lembro da reescrita do penúltimo livro que publiquei — "DEEP SEA - Fragmentos de um psicopata" (Wattpad) — o processo foi bem mais tenso, apesar de o livro ser 2x menor (75 mil palavras). Naquela ocasião, envolto em outros projetos, eu comecei a reescrita no final de junho, correndo para entregar até o dia 15 de julho, varando a madrugada.
          
          Péssima ideia!
          
          Estou com 37 anos e o corpo já não aguenta certos espetáculos. Sou uma pessoa diurna, acordo às 4h da manhã para fazer exercícios físicos, portanto, ficar acordado até tarde é uma questão. Após a reescrita de "DEEP SEA", passei umas duas semanas até me recuperar.
          
          Aprendi a lição.
          
          No último livro que publiquei, "Uma vida com Rauã" (Amazon/Kindle), o percurso foi tranquilo e prazeroso. Consegui apreciar bem mais o meu trabalho de escrita e até me emocionar em algumas partes. 
          
          Agora, reescrevendo "Gethnar" (Wattpad), apesar da gripe, sinto de fato como temos que encarar nossa jornada de escrita como uma escadinha: o que aprendemos com o livro anterior impulsiona o livro atual Sendo assim, mais focado e consciente do meu corpo, "Gethnar" tem me trazido risos, silêncios e uma explosão criativa absurda.
          
          Termino a reescrita nos próximos dias, tranquilamente. Vou emoldurar o mapa que fiz, fazer o processo de envelhecimento com giz pastel seco e depois desenhar a capa sem pressa. Será que termino as etapas de registro até o dia 20 de junho? Vamos ver, vamos ver.
          
          Quero mandar um abraço para você, outro para a Xuxa e um especial para a gripe.
          
          Tchau! ◉⁠‿⁠◉

Henggo

@ Nataruska  Hahahahaha Abraços!
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Nataruska

@Henggo hahahahah o que já me ri logo com a mensagem inicial para a gripe. Boa revisão,  boas emoções e as melhoras da gripe! Abraços mesmo potencialmente contagiosos hehehe
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Henggo

Procrastinação não é preguiça, é fuga
          
          RARAMENTE, PROCRASTINAR TEM A VER COM FALTA DE VONTADE. A procrastinação nasce da fuga; do medo de errar, de não dar conta, de encarar o texto como ele é. O que me assusta é como esse sentimento se tornou quase um fetiche nas redes de escritores. 
          
          Tem muita gente que anda naturalizando a procrastinação, inclusive. Eu tomaria cuidado com esse tipo de discurso.
          
          O caminho não é prometer grandes feitos futuros, mas diminuir a tarefa até ela caber na tua rotina atual. Entenda que escrever pouco hoje vence, quase sempre, prometer muito para amanhã. Nesse sentido, algumas estratégias simples ajudam a quebrar esse ciclo:
          
          1 — Quebre a tarefa gigantesca em blocos menores. Em vez de pensar em um romance de 50 mil palavras, vamos pensar antes em 1 capítulo de 3 mil palavras?
          
          2 — Comece com 10 minutos de escrita por dia. Sem metas heroicas, sem a rotina do Stephen King, sem post vitorioso nas redes sociais. Só começa, ok?
          
          3 — Defina um horário fixo para escrever. Mesmo que seja curtinho, ali depois do almoço, tá ótimo. Sério! O corpo aprende o ritmo antes da mente. Confia.
          
          4 — Elimine distrações antes de começar. Não é sobre força de vontade, é sobre o ambiente. A pessoa que procrastina demais tende a se distrair facilmente. Identifique o motivo e, durante o tempo de escrita, afaste-se.
          
          5 — Você já experimentou parar no meio da frase? Parece maluquice, eu sei, mas para algumas pessoas, isso facilita o retorno e reduz a resistência do dia seguinte, pois você fica com aquela fome de concluir aquilo ali. Vai que dá certo com você?
          
          6 — Evite revisar enquanto escreve. Isso é básico. Escrever e julgar ao mesmo tempo paralisa qualquer pessoa.
          
          7 — Use um cronômetro. O método Pomodoro ajuda porque transforma tempo em limite, não em cobrança. Simples e prático.
          
          8 — Troque "perfeição" por progresso. Um texto ruim pode ser reescrito. Agora, um texto inexistente, não!

Henggo

@ safiraaldihs  Que bom que conseguiste identificar isso. Já é um passo para tentar uma mudança. Por vezes, a escrita criativa exige mesmo a insistência. O essencial é mostrar para a tua mente que a escrita faz parte da rotina. Sendo assim, mesmo sem vontade, escreva algo para começar a adquirir ritmo de escrita. 
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safiraaldihs

@ Henggo  É verdade. Eu percebi que minha procrastinação é um meio de fuga. Tenho medo de encarar os desafios e me provar incapaz de superá-los. Aí eu evito, postergo... Porque mesmo que seja ruim, o ato de procrastinar me traz um certo "conforto" (por mais que adiante se mostre muito danoso)
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Henggo

@ Nataruska  (⁠。⁠♡⁠‿⁠♡⁠。⁠)
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Henggo

LIDO & INDICADO: as banalidades da vida de casal, coisas frívolas que passam feito uma brisa, um silêncio, uma foto, um suspiro. Na miudeza de um extrato do tempo conjugal, Kevin traça um conto melancólico e atual sobre a vida a dois. Se você percebe o cansaço de nossos tempos, entenderá esta angústia. 
          https://www.wattpad.com/story/411962816

0410kevin

@ Henggo  Obrigado ❤️
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Henggo

A reescrita é lenta
          
          SE HÁ UMA ETAPA DO PROCESSO DE ESCRITA IMPOSSÍVEL DE ACELERAR, É A REESCRITA. Se você quiser um texto bem ajustado, com o mínimo possível de equívocos, ela precisa ser feita com cuidado. Acelerar esse processo é pedir para se arrepender lá na frente.
          
          E, sim, a reescrita é chata.
          
          Por vezes, confesso, eu fico adiando essa etapa porque, na minha cabeça, com o término da primeira escrita, eu "já fiz meu papel". Sendo assim, retornar àquele texto exige um esforço mental gigantesco. Não à toa, tenho mais de quinze livros prontos para serem reescritos — inclusive uma série com cinco livros escritos —, mas não o faço porque tenho certa preguiça.
          
          Por sorte, minha percepção de esmero e minha vontade de me apresentar da forma mais profissional possível fazem com que eu não pule essa etapa.
          
          Como eu dizia quando era mentor de escrita: “é preferível você querer arrancar os cabelos de tédio por causa da chatice da reescrita do que querer sumir do mapa por causa de um livro porcaria publicado sem esse esmero”.
          
          Portanto, se você estiver nessa etapa, mantenha o foco e apegue-se à noção de que ela acaba. E, quando acaba, deixa como fruto um livro mais forte, mais limpo e mais competitivo em meio a tantas obras mal escritas.
          
          Confia. 
          
          — Só para atualizar, a situação da reescrita de "Gethnar", meu novo livro para o Wattpad, está na página 62 de um total de 321 páginas. 

Henggo

@ mariacarolinareal  ❤️❤️❤️
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mariacarolinareal

@ Henggo  Eu escrevo e reescrevo tantas vezes. Só nessas últimas semanas, peguei um capítulo que tinha erros químicos grotescos. Por se tratar de um livro de suspense + ficção científica, preciso ter noção do que vou falar porque se trata da minha área de atuação atual (engenharia química). E ainda bem que, para mim, a reescrita não é trabalhosa, mas sim prazerosa. Amo revisitar os capítulos escritos e ver o que há para consertar e entregar um capítulo fluido e mais coerente, sem furos e sem muita informação desnecessária. Vou distribuindo essas informações ao longo do capítulo para que o leitor pense: "talvez, nos próximos capítulos essa informação que está faltando seja esclarecida nós capítulos seguintes". E assim é feito!❤️ Amo reescrita. Estou pensando fazer a reescrita de outros assim que eu terminar desse.
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Henggo

@ Nataruska  (⁠ ⁠˘⁠ ⁠³⁠˘⁠)⁠♥
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Henggo

Sobre a nossa "comunidade" de escritores
          
          ESTOU NO OFÍCIO DA ESCRITA HÁ 25 ANOS E É TRISTE VER COMO UMA COISA NÃO MUDOU: há muito amargor entre escritores. Muita inveja, muita raiva, muito ciúmes. E pior é que, com o anonimato proporcionado pelas redes "sociais", as pessoas se sentem mais livres para serem amargas e intragáveis.
          
          Afinal, é mais fácil ser corajoso no sofá de casa, por trás de um perfil sem rosto e com nome genérico, não é?
          
          O mais bonito da escrita, a meu ver, é o contraditório; é o modo como nosso texto vai chegar no outro. Como sempre digo para o pessoal, "Se há 8 bilhões de pessoas no mundo, são 8 bilhões de formas de ler o teu livro. Aceite".
          
          Agora, ser desrespeitoso, atacar os colegas, fazer piada com o esforço dos outros, isso não. Uma coisa é a crítica negativa, outra muito diferente é o hate e a humilhação. Infelizmente, vivemos em tempos em que as pessoas não são empáticas COM OS OUTROS, mas CONTRA OS OUTROS, sentindo-se superiores por terem alguém para humilhar.
          
          Portanto, por mais difícil que seja, por mais que dê medo de enfrentar certos cenários, ouse continuar. A arte precisa do olhar externo e precisa de coragem para ser desenvolvida. Respire fundo e simplesmente escreva. 
          
          Se você teve a coragem de publicar algo, não duvide: você tem sim do que se orgulhar. Orgulhe-se. Pode ainda não ser o teu melhor livro, tudo bem. A escrita é evolução constante. Mas NUNCA aceite que ninguém aponte o dedo para você e diga que "escrever é besteira". NUNCA aceite que ninguém, nem os teus pais, marido ou amigos, tente cuspir no teu esforço. E isso, é claro, vale com 10 vezes mais força para esse ambiente digital.
          
          Você vai mesmo se deixar levar pela opinião escrota de um idiota covarde sem rosto que não teve a competência nem de colocar o rosto para assumir as próprias opiniões? Sério?
          
          Como minha avó me ensinou lá no quilombo, "as pessoas só montam na gente se a gente fica de quatro".
          
          NÃO FIQUE DE QUATRO. 

Henggo

@ IsaG0ms  Tem muitas, muitas pessoas que não sabem se comunicar. Já chegam com pedras, piadas, sem dar a chance do diálogo. Por isso digo que o maior legado de quem mergulha no Wattpad é a oportunidade de conviver com outros escritores e aprender a ser diplomático. l
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Henggo

@ Nightshade0511  ❤️❤️❤️
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IsaG0ms

@ Henggo quando postei meu primeiro livro e tinha erros a perder de vista, sempre brotava uns desses enviados das trevas. Tem anos que escrevo aqui e não topo mais com esses. E se eu topar, vai levar de volta. Além de ser denunciado.
            
            Mas, se tivesse dado ouvidos tinha abandonado a escrita. O bom de cagar para opinião desnecessária é que esse tipo de gente não tem vez.
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Henggo

Teu livro passa no "Teste de Bechdel"?
          
          JÁ FALEI SOBRE O TESTE POR AQUI, MAS É SEMPRE BOM RELEMBRAR. Fato é que, recentemente, assisti ao filme "RED: crescer é uma fera" (2022), da diretora Domee Shi, e vi ali um exemplo claro do "Teste de Bechdel". O teste tem três regras básicas:
          
          1) Ter duas ou mais mulheres — no mínimo duas personagens femininas que tenham nomes e relevância dentro da obra.
          
          2) Conversar entre si — essas personagens precisam dialogar uma com a outra em algum momento da trama.
          
          3) Não falar sobre homens — o assunto da conversa entre elas não pode ser sobre um homem (ou relacionamentos com homens).
          
          É um bom mecanismo para moldar tramas mais diversas, além de ser uma provocação para sairmos da zona de conforto.
          
          Em "RED", o que vi foi uma ode à empatia, à sororidade e ao silêncio. Uma ode às narrativas que saem do óbvio do "clube do bolinha" e mostram personagens que pensam para além do romance, da casa ou dos filhos.
          
          Você percebe essas narrativas? Teus livros passariam no teste?

Henggo

@ Bruxa13723  Foi surpreendente. Demorei muito a assistir "Red", ainda mais por não ser um filme tão falado, é curioso. Fato é que encontrei ali uma trama de sororidade e de encantamento por essa força feminina que não depende de vingança, romance ou filhos. Mei é uma personagem forte por ousar ser quem ela é. O modo como a trama mostra a adolescente puxando as mulheres das outras gerações — exatamente a questão de "ninguém solta a mão de ninguém" — foi lindo. "Red" foi direto para a lista de favoritos e estou à procura de um action figure de panda vermelho. (⁠✷⁠‿⁠✷⁠)
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Bruxa13723

@ Henggo  Amo esse filme, e já assisti várias vezes❤️ E o que mais admiro é forma como trataram as mulheres, principalmente na adolescência, a menstruação, e medo de se libertar
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Nataruska

@Lottiz sem duvida que é uma boa aposta fazeres isso. E ainda há um grande caminho a percorrer no que toca a personagens femininas capazes. Pelo menos na literatura mais comercial e que chega às grandes massas.  Representação feminina de qualidade humana precisa-se nas histórias. ❤️
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Henggo

Publique independente da quantidade de seguidores. 
          
          NÃO ESPERE PELO "MELHOR MOMENTO". Isso é uma armadilha. É uma questão que envolve três coisas: planejamento a longo prazo, montar portfólio e vontade de escrever. 
          
          1) Quando eu entrei no Wattpad, por exemplo, lá em 2009, a primeira coisa que fiz foi publicar um conto. Eu tinha zero seguidores, mas sabia que isso iria aumentar com a interação. É a velha história: se você se diz escritor/escritora e está em uma rede social LITERÁRIA, o mínimo que se espera é que você tenha o que apresentar, concorda? 
          
          2) E aqui chegamos ao ponto do portfólio. Eu planejei publicar desde o primeiro momento porque queria que as pessoas, no futuro, vissem minha trajetória e pensassem: "Caraca, esse cara é consistente e está firme desde o começo." "Ele não está brincando." Isso gera confiança, gera autoridade. Sem contar que apresentar um portfólio que mostre tua trajetória de escrita abre possibilidades de atrair mais seguidores, afinal, a tendência é que a pessoa leia um dos teus livros e procure por outro. 
          
          3) Agora, é fundamental desenvolver e entender o porquê da escrita ser tão importante para cada um. Quando eu entendi isso, quando entendi que a escrita é inerente a quem sou e preciso escrever, eu liguei o foda-se para quantidade de seguidores. Com aplausos ou não, com prêmios ou não, eu escrevo. Muitas vezes, eu escrevo textos só para mim, só para brincar. Quando a pessoa entende o motivo real que a leva a seguir em um ofício como esse, complexo e cansativo, os números impostos pelas redes sociais simplesmente ficam em segundo plano 

Henggo

@ 0410kevin O sentimento primordial deve ser a escrita para si. Sem dúvida. Muitas pessoas vivem em uma busca por aceitação que faz com que a escrita se deteriore. 
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0410kevin

@ Henggo  Concordo. Publicar e se preocupar com a quantidade de seguidores é deveras cansativo. Hoje em dia escrevo mais pra mim e publico muito pouco (só as coisas que acho que estão boas), mas também sem a preocupação de ficar vendo as visualizações e tals. Como diria Bukowski "escrever me salva da completa loucura" KKKKKKK acho que é mais ou menos isso
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