Acabei de parar de chorar com o final de Stranger Things agora, e é estranho como isso coincide com o fim de mais um ano. Parece que o tempo resolveu levar tudo de uma vez. Não é só uma série terminando, nem só um calendário virando — é um ciclo inteiro se despedindo. De 2016 a 2025, eu cresci junto com Stranger Things. E agora, enquanto o ano apaga suas últimas luzes, Hawkins também escurece. As ruas ficam vazias, as bicicletas param, o rádio silencia. O Mundo Invertido não é mais só um lugar da série — ele vira essa sensação de vazio que fica quando algo que nos salvou vai embora. Esse fim dói porque lembra que o tempo não pede permissão. Pessoas crescem, histórias acabam, anos se despedem. Nem tudo a gente consegue segurar. Algumas coisas simplesmente nos atravessam, nos moldam… e seguem. Como o Hopper disse, “você merece ser feliz, garota”. E talvez essa seja a mensagem tanto da série quanto do ano que termina. Mesmo cansados, mesmo machucados, mesmo com saudade, nós merecemos ser felizes. Stranger Things sempre será minha série favorita em todo o mundo porque foi casa quando eu precisei. E assim como este ano que termina, ela deixa marcas, memórias e um silêncio cheio de significado. Que o novo ano venha como um recomeço depois da escuridão. Com mais luz do que medo. Com mais amor do que perdas. E que a gente leve tudo o que aprendemos — com a vida, com o tempo e com Stranger Things — no coração. Algumas despedidas não são finais. São só o jeito que o tempo encontra de dizer: obrigada por ter ficado até aqui.
Feliz ano novo e estão preparados para The last dance?