pra mim, escrever sobre o luto é a coisa mais difícil na vida de um escritor. É complexo, existem camadas demais, estágios demais. O luto nunca vai embora, ele sempre retorna. As vezes, de forma inesperada. Igual um baque, sabe? Escrever sobre o luto tem sido um desafio pra mim, mas um desafio libertador.
Não existe só a parte “feia” do luto. Aquela parte em que não queremos ninguém perto, a raiva insconsciente. O luto também é sobre recomeço, renovação. Permita-se sentir, e não rejeite os sentimentos que traz à tona. E quando for a hora certa, permita-se ser livre.