"Capítulo XVIII: Bard" disponível agora, rapaduras!
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✨ Descrição do Décimo Oitavo Capítulo — Cena do Encontro Interrompido
A sala ainda pulsava ecos de caos — ciúme hobbit, machados psicológicos anãos e maxilares em disputa — quando a verdadeira magia do capítulo começou: o silêncio.
Ignis, a coruja rubra, foi a primeira a falar sem palavras, piando como narradora involuntária da cena, pousada sobre a cadeira, julgando destinos com elegância. Mas ninguém estava olhando para ela.
Lívia estava na janela.
Lá fora, a noite vinha embrulhada no elemento que mais combina com finais dramáticos: neblina. Densa, fria e felpuda como profecia antiga. Entre a bruma prateada, uma silhueta masculina, alta, encapuzada, envolta em um manto negro de textura quase viva sobre vestes escarlates, permanecia imóvel como se fizesse parte do cenário desde antes da história existir.
Quando os olhos verdes do homem encontraram os violeta dela, o capítulo inteiro prendeu a respiração. Pertencimento fisgou a ruiva como uma flecha que não fere a pele, só a alma.
Não houve quebra de contato visual. Não houve fala. Só um turbilhão florescendo no ar entre eles: rejeição reconhecendo igual, saudade se lembrando do futuro, solidão percebendo companhia possível.
Até que a discussão de Bard e Bilbo entrou na cena como trovão inconveniente, interrompendo qualquer destino que ousasse se escrever sozinho. Quando Lívia voltou a olhar, a silhueta já havia desaparecido, dissolvida na bruma como um feitiço que termina antes do nome ser dito.
Frustrada, relutante, desconfiada, a ruiva recuou da janela... mas não do sentimento.
E o capítulo XVIII, “Bard”, se encerrou ali mesmo:
Sem revelações. Sem entregas. Apenas a promessa dramática de um olhar que ainda vai voltar no próximo capítulo, XIX.