Se perdeu em relações vazias tentando preencher um vazio que não era físico, era emocional.
Pulava de pessoa em pessoa buscando validação, atenção, sensação de poder, mas quanto mais buscava fora, mais distante ficava de si mesmo.
E no meio disso tudo, já nem importava mais quem estava ao lado dele. Jovem, velho, conveniente, útil… qualquer presença parecia servir por algum momento, desde que aliviasse a solidão, o ego ou alguma necessidade interna que ele nunca teve coragem de encarar de verdade.
Só que existe um preço silencioso em viver assim.
Porque quando alguém começa a usar pessoas como fuga, acaba também se tornando refém das próprias escolhas. Vai perdendo profundidade, verdade, identidade… e aos poucos deixa de reconhecer a própria essência.
O problema nunca esteve nas pessoas com quem ele se envolveu.
O problema foi ter transformado relações em distração, carência em impulso e vazio em rotina.
No final, algumas pessoas dormem acompanhadas… mas continuam completamente sozinhas por dentro.