Mag_winter

Winter nunca soube exatamente quando começou. Talvez porque não tenha havido um momento específico - nenhum raio, nenhuma revelação dramática. Foi lento, quase silencioso, como a maré que avança sem que a areia perceba.
          	Elle entrou na sua vida com a naturalidade de quem sempre esteve lá, e foi ficando. Não da forma que as histórias costumam contar. Apenas presença. Conexão. Aquela rara e incômoda sensação de que algumas pessoas chegam e simplesmente encaixam num lugar que você nem sabia que estava vazio.
          	Winter não tem respostas. Tem perguntas que evita fazer em voz alta, sentimentos que prefere não nomear, e uma amizade que protege com tudo que tem justamente porque é o único lugar onde se sente completamente ela mesma.
          	Elle não sabe de nada disso.
          	E talvez nunca precise saber.

Mag_winter

Winter nunca soube exatamente quando começou. Talvez porque não tenha havido um momento específico - nenhum raio, nenhuma revelação dramática. Foi lento, quase silencioso, como a maré que avança sem que a areia perceba.
          Elle entrou na sua vida com a naturalidade de quem sempre esteve lá, e foi ficando. Não da forma que as histórias costumam contar. Apenas presença. Conexão. Aquela rara e incômoda sensação de que algumas pessoas chegam e simplesmente encaixam num lugar que você nem sabia que estava vazio.
          Winter não tem respostas. Tem perguntas que evita fazer em voz alta, sentimentos que prefere não nomear, e uma amizade que protege com tudo que tem justamente porque é o único lugar onde se sente completamente ela mesma.
          Elle não sabe de nada disso.
          E talvez nunca precise saber.

Mag_winter

-.Nós Somos Inevitáveis.-
          Yeah, I love that I like you, but I don't wanna love.
          
          Sim, eu amo que gosto de você, mas não quero amar.
          Hyunjin tinha aprendido cedo demais que amar era perder.
          Que entregar o coração era entregar também o controle - em uma sociedade onde os relacionamentos se tornavam cada vez mais descartáveis e superficiais. Ele havia prometido a si mesmo que nunca mais baixaria a guarda para que ninguém usasse sua vulnerabilidade para destruí-lo.
          Quando se tornou idol, esse sentimento se intensificou.
          Como vou saber quem me ama pelo que sou - ou pelo que represento?
          Então ergueu paredes. Pintou-as de indiferença, não com o amor que usava em suas lindas telas. Habitou as paredes que ergueu com tanto cuidado e por tanto tempo que, por vezes, até ele mesmo acreditava que eram reais.
          Felix também tinha medo.
          Medo de ser demais. De querer com uma intensidade que assustava as pessoas. De abrir a boca e deixar escapar um amor sem medida - e ver o outro recuar, surpreso com o tamanho daquilo.
          Então aprendeu a sorrir mais e sentir em silêncio. A ser a luz que aquecia sem nunca revelar de onde vinha o fogo.
          Mas há um problema com sentimentos verdadeiros: eles não pedem licença.