Eu estava lavando minha louça, ouvindo Fábio Junior e daí veio um estalo na minha cabeça;
IMAGINEM DOIS MELHORES AMIGOS, daqueles que se conhecem melhor do que qualquer outra pessoa, que vivem competindo entre si por puro entretenimento. Sempre foram apostas ridículas; quem paga o lanche, quem escolhe o filme, quem tem que cumprir algum desafio vergonhoso no meio dos outros amigos. Só que, dessa vez, alguém foi longe demais;
“Aposto toda a minha coleção de quadros das camisas raras que já ganhei de jogadores relevantes no cenário Nacional/Internacional, que consigo fazer você se apaixonar em dois meses por mim”
E assim nasce uma aposta diferente de todas as outras. As regras parecem simples... até demais:
— Nada de fugir.
— Nada de cortar contato.
— Cada um deve permitir que o outro tente conquistar do seu próprio jeito. E, principalmente, ninguém pode admitir derrota antes do prazo.
— Nada de beijos...
— Ou sexo
E o jogo daria Game Over quando um dos lados pedisse por um beijo, ou tomasse a atitude do ato. Ou, simplesmente admitisse os sentimentos.
Mas o que começa como um jogo se torna perigoso, porque eles sabem exatamente o que o outro gosta. Sabem onde tocar, não só fisicamente, mas emocionalmente. Sabem como provocar, como irritar... e como desarmar. E o maior problema não é perder a aposta, nem abrir mão do bem mais precioso, é perceber, no meio do caminho, que talvez nenhum dos dois esteja mais fingindo.