Odeio admitir que me apaixonei
Dói como faca escrever tais palavras
Odeio admitir que um dia pensei
Num futuro que nunca há de existir
Quando te olho distante
Penso com raiva
Que não devia ter cedido
A um coração confuso
E já machucado
De perto talvez não sinta nada
Ou talvez fique mesmo sem palavras
De perto, quem sabe, não queira nada
Ou então não sei mais o que desejo
De longe, no entanto, há somente lembranças
Algumas de coisas que nunca aconteceram
Talvez se falasse comigo
Ficaria feliz
Talvez se falasse comigo
Sentiria outra vez
Odeio que tudo isso seja verdade
E que meu coração se desole as vezes
Odeio que tudo isso tenha acontecido
Após eu acreditar fielmente que estava pronta
Para estar sozinha o resto da vida
Após eu acreditar fielmente que a vida me formou
Em alguém forte o suficiente para saber que o futuro é incerto
E muitas vezes vago
Odeio admitir que me apaixonei