Porraeaevy

Um manual de como não organizar um casamento, escrito por dois homens que não conseguem organizar seus próprios sentimentos.
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Porraeaevy

          A primeira vez que ele o viu, foi entre as frestas de uma rocha.
          
          Ele observava de baixo. Os olhos claros como vinho antigo brilhando na escuridão.
          
          — Um dia você desce — ele disse. A voz vinha das profundezas. — Todas flores murcham. Querido
          
          Ele fingiu não ouvir.
          
          Mas passou a colher flores perto da fenda com mais frequência.
          
          Na tarde em que a terra tremeu, ele apareceu. Não como sombra. Como homem. A mão áspera envolvendo seu tornozelo.
          
          — Agora.
          
          O mundo verde ficou para trás.
          
          No salão de colunas negras, ele ofereceu a romã.
          
          — Coma querido, você irá adorar.
          
          Ele segurou a mão dele antes de morder.
          
          — O sabor e magnífico, mas por que me deu isso? 
          
          O deus dos mortos não respondeu. Apenas apertou os dedos em volta dos dele.
          
          Na superfície, a primavera atrasou quarenta dias.
          
          Dizem que foi culpa das lágrimas da mãe.
          
          Mentira.
          
          Foi culpa do sorriso dele na escuridão.

Porraeaevy

          Giyuu tomou o demônio na boca como quem comunga.
          
          Ajoelhado na grama do jardim que um dia foi sagrado, com as quatro asas abertas como um trono caído, ele aprendeu pela primeira vez o gosto do pecado: salgado, quente, vivo.
          
          Sanemi olhava para ele de cima — olhos cor de vinho incendiados de fome e fascínio — e sussurrava:
          
          — Assim. Exatamente assim. Meu anjo rezando no altar errado.
          
          Quando Giyuu engoliu, sentiu o Paraíso se fechar atrás de si como um portão de ferro.
          
          Não havia mais volta.
          
          E pela primeira vez em toda a eternidade, ele escolheu não voltar.
          
          "Eis que te gravei nas palmas das minhas mãos."
          — Isaías 49:16
          (um demônio tatuado nas costas de um anjo)

_nahyw_

É pedi muito uma história sua de Genmui?(amei sua escrita e o desenvolvimento das histórias :D)

Porraeaevy

@ _nahyw_  tabom kkkkkk, quero opiniões hein! 
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_nahyw_

@ otakubr4467  AAAAH VOU LERR!! :D
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Porraeaevy

@ _nahyw_  eu comecei a fazer a um tempinho kkkkk, prometo que hj mesmo sai o primeiro capítulo 
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Porraeaevy

Sinopse fodastica
          
          
          Shinobu e Mitsuri, as mentes por trás do plano mais ambicioso do ano, juram que dessa vez o grupo inteiro vai cair na folia da Paulista — nem que seja na base do chantagem emocional e glitter. A missão parecia simples: encontrar um bloquinho, dançar até o pé doer e fazer aquele registro pra história. Mas quando a caixa de som começa a tocar e alguém some no meio da multidão, a noite vira uma mistura de desespero adolescente, declarações suspeitas e a certeza de que amanhã ninguém vai se lembrar de nada — ou vai querer esquecer.
          
          Até por que é carnaval,o que poderia dar errado? 

Porraeaevy

Dois clãs. Um legado de sangue. Um amor que nasce das cinzas do desprezo.
          
          Sanemi Shinazugawa e Giyuu Tomioka não são apenas caçadores de demônios; são herdeiros de um ódio ancestral que há séculos divide suas famílias. O primeiro, um vulcão de raiva justificada e punhos calejados; o segundo, um abismo de luto silencioso e gelo aparente. Eles foram ensinados a se desprezar, a ver no outro o reflexo de todas as suas perdas.
          
          Quando uma ameaça maior os força a uma parceria obrigatória, a linha tênue entre ódio e obsessão começa a se desfazer. Não há delicadeza nesse jogo, apenas confrontos brutais, palavras afiadas como lâminas e toques que machucam mais do que curam. Sanemi vê em Giyuu a falsa superioridade que sempre detestou. Giyuu vê em Sanemi a tempestade implacável que sempre temeu.
          
          Mas na escuridão compartilhada das missões, nas feridas tratadas à força e no silêncio pesado que só eles conseguem entender, algo torpe e intenso brota. É um amor corrompido, nascido não da pureza, mas da cicatriz. Um amor que consome, que não promete redenção, apenas uma verdade cruel: às vezes, o sentimento mais puro é forjado no mais profundo ódio.
          
          Em um mundo onde confiar é uma fraqueza fatal, eles terão que decidir se o fogo que os une irá incinerar o legado das famílias ou se serão apenas mais dois nomes na longa linhagem de rancor que os tornou Herdeiros do Ódio.
          
          Sanegiyuu_em breve

_nahyw_

@ otakubr4467  Uuuuhh já to ansiosa para ler :D
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_nahyw_

Você tirou "Nó cego"? Ohh tava perfeitinha, eu ia continuar lendo ela.

_nahyw_

@ otakubr4467  Uhuull vou ler tudinho!
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Porraeaevy

@ _nahyw pronto amg postei, lê lá o final tá muito bom juro 
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_nahyw_

@ otakubr4467  Ah ss,ta bom!
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