SCORPIO, VOLTE A SER TWINK
Oh, Scorpio de outrora,
criatura etérea, quase um sopro,
franja caindo no olho,
cara de quem chora ouvindo indie às três da manhã.
Eu te queria ali.
Frágil.
Suspeitamente bonito.
Com aparência de quem pede desculpa até quando espirra.
Mas o tempo foi cruel.
Veio a mandíbula.
Veio o queixo.
Veio essa cara de quem paga boleto e discute imposto.
Cadê meu twink?
Cadê meu ser humano em itálico?
Agora você parece um antes-e-depois
que eu não autorizei.
Volta, Scorpio.
Volta a ser delicado, questionável e esteticamente duvidoso.
Porque esse queixudo aí…
não é o homem que meu coração escolheu.
(dito isso, eu quero meu twink de volta.)