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Aoba bão...
          	
          	"As mãos dormentes parecem não conseguir esticar…
          	Cãibras…
          	Está ao alcance…
          	É só esticar…
          	
          	Está ali, em frente…
          	Vejo a forma, sinto o gosto, ouço o som…
          	É só esticar…
          	
          	Ação hercúlea
          	de só esticar."

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Aoba bão...
          
          "As mãos dormentes parecem não conseguir esticar…
          Cãibras…
          Está ao alcance…
          É só esticar…
          
          Está ali, em frente…
          Vejo a forma, sinto o gosto, ouço o som…
          É só esticar…
          
          Ação hercúlea
          de só esticar."

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Aoba bão... 
          
          Uma fábula contemporânea para "nóis" pensar.
          
          "Os cães mais rápidos do mundo estavam animados para a corrida.
          
          Quando foi dada a largada, saíram em disparada. O grande rival, porém, não se moveu. Deitado, observava-os como se os julgasse.
          
          — Você não vai correr? — perguntaram os cães.
          
          — Por que eu faria isso? — devolveu o guepardo.
          
          — Para sabermos quem é mais rápido.
          
          — Saber disso vai mudar alguma coisa em nossas vidas? — bocejou o guepardo, entediado. — Sou veloz o bastante para caçar minha comida. Isso me basta. Não preciso provar nada a ninguém."

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Aoba, boa tarde, bão?
          
          Mais uma crônica urbana.
          
          "Coloquei todas as forças que tinha nas pernas e corri.
          
          Corri tanto, tão focado nele, que esbarrei em algumas pessoas e, acho, chutei uma criança.
          
          Ele era tudo para mim naquele momento. Só ele poderia me fazer feliz.
          
          Porém, quando já estava próximo, vi-o partir.
          
          Com o Poupançudo da Caixa sorrindo para mim, o último ônibus para casa se afastava."

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Aoba... Crônica Urbana 
          
          — Oh, não! Já cheguei aos meus 10.000 passos diários.
          Epaminondas olhou para o pedômetro, assustado.
          — Se eu andar mais do que isso, vou diminuir meu tempo de vida.
          Começou a fazer cálculos absurdos.
          — Tenho aproximadamente 252.880.000 passos na vida. Se gastar demais, morro antes do necessário.
          Pegou o celular e chamou um carro por aplicativo.
          Parado, esperando, percebeu tarde demais que já havia morrido.
          O veículo por aplicativo o havia atropelado.

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Crônica Urbana 
          
          "- Você chegou ao seu destino. Mas quem disse que eu queria chegar? 
          
          "Eu quero continuar curtindo o caminho.
          Tem tanta coisa que eu ainda não falei. 
          
          - Cara, deixa eu sair, por favor, já faz cinco horas que tamo rondando, eu não tenho dinheiro para pagar essa corrida toda não."

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Como O Louco (0), após separarmos o joio do trigo de nossas experimentações no Mundo (21) de 2025, guardamos na trouxinha apenas o que faz sentido — aquilo que será ferramenta em 2026. Agora, cantando esperanças e seguindo uma borboleta de metanoia, rumamos, conscientes, ao abismo das possibilidades.
          
          Feliz Año Novo...

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Aoba bão...
          
          Veleidade. Talvez seja essa a palavra — ou a sensação — que melhor traduz o que habita diariamente a minha mente.
          Veleidade: o há de haver, o querer, o planejar, o conceber… mas nunca o iniciar.
          É possuir o impulso em teoria, e nunca em prática.
          
          É ter, projetado na consciência como um holograma, a potencialidade do feito — a obra pronta na mente, perfeita, concluída — mas jamais iniciada de fato.
          É contemplar a visão de Deus sem jamais dobrar os joelhos para falar com Ele.
          É ter todas as histórias vividas por dentro e nenhuma escrita no papel.
          
          Essa veleidade é a promessa constante de possibilidade sem energia.
          É sentir a necessidade, entender o mecanismo, ver a engrenagem inteira — mas não acionar o estopim.
          E então, por falta desse fogo inicial, ficamos presos à lei da inércia: não vamos, apenas contemplamos o que poderíamos ter sido.
          
          E isso pesa.
          É tão cruel quanto a apatia:
          querer ardentemente, mas não possuir a força motriz para realizar.
          
          — Sett

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Aoba bão...
          
          “A vida, por sua eterna ironia, é algia, melancolia, tédio e ansiedade.
          É por essa ironia que nós, experimentadores do viver, registramos — em fotos, textos e canções — as perecíveis alegrias, os confortos passageiros e as aliviadoras ganas de sentir.”
          
          SETT

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Aoba bão?
          
          Capitulo IX de Solomon foi publicado ontem. Seguiremos agora com publicações quinzenais (Acho que assim consigo dar conta dos livros - Fé).
          
          Resumo:
          
          "Solomon se vê em uma situação que não consegue explicar. Em sua casa estão tecnicamente seus pais, tecnicamente sua esposa, e, tecnicamente agora, seus filhos. Não bastando essa reunião familiar, -bizarra- há algo acontecendo no plano de fundo, algo que vai impactar diretamente nosso ceifeiro rabugento.