ShinRyujin966

Ryujin se aproximou de uma árvore próxima à beira da queda d’água. Com as mãos trêmulas, passou a corda ao redor do tronco e fez um nó apressado.
          	
          	Depois pegou a outra ponta.
          	
          	Amarrou ao redor do próprio pescoço.
          	
          	Seus dedos estavam frios.
          	
          	Seu coração estava mais frio ainda.
          	
          	Ela caminhou até a beira da cachoeira.
          	
          	Olhou para baixo.
          	
          	A altura parecia infinita.
          	
          	Deu mais um passo.
          	
          	E mais um.
          	
          	As lágrimas caíam livremente agora.
          	
          	— Beom… me perdoe… me perdoe mesmo… por favor, não sinta minha falta.
          	
          	Sua voz se perdeu no som da água.
          	
          	E então ela pulou.
          	
          	O corpo caiu no vazio.
          	
          	Por um segundo, houve apenas o vento cortando o ar...
          	https://www.wattpad.com/story/351311531

ShinRyujin966

Ryujin se aproximou de uma árvore próxima à beira da queda d’água. Com as mãos trêmulas, passou a corda ao redor do tronco e fez um nó apressado.
          
          Depois pegou a outra ponta.
          
          Amarrou ao redor do próprio pescoço.
          
          Seus dedos estavam frios.
          
          Seu coração estava mais frio ainda.
          
          Ela caminhou até a beira da cachoeira.
          
          Olhou para baixo.
          
          A altura parecia infinita.
          
          Deu mais um passo.
          
          E mais um.
          
          As lágrimas caíam livremente agora.
          
          — Beom… me perdoe… me perdoe mesmo… por favor, não sinta minha falta.
          
          Sua voz se perdeu no som da água.
          
          E então ela pulou.
          
          O corpo caiu no vazio.
          
          Por um segundo, houve apenas o vento cortando o ar...
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"Será que eu devo falar com ela?"
          
          Seu coração acelerou só de pensar nisso. A garganta secou, as mãos ficaram levemente suadas. Antes que pudesse pensar melhor, seus pés já estavam se movendo, seguindo Yeji pelo corredor. 
          
          A ruiva caminhava distraída, mexendo no celular, completamente alheia ao mundo ao seu redor. Ryujin apertou o passo, determinada. Esticou o braço, os dedos quase tocando o ombro de Yeji...
          
          Mas, num movimento rápido, Yeji desviou para o lado, entrando em outra direção do corredor. Ryujin ficou parada, a mão ainda no ar, frustração queimando seu peito.
          
          "Porra."
          
          Olhou para trás. Suas amigas já estavam quase saindo do prédio. Não adiantava mais correr atrás de Yeji.
          
          "Fica pra próxima, então."
          
          O carro de Yuna estava quente por dentro, o sol da tarde batendo no vidro. Ryujin sentou no banco de trás ao lado de Chaeryeong, enquanto Yuna ligou o motor e Lia se acomodou no banco do passageiro.
          
          — Lembrem que temos uma semana pra apresentação — disse, ajustando o cinto de segurança.
          
          — Eu tô ansiosa já — Chaeryeong confessou, brincando com a ponta do cabelo.
          
          Yuna respondeu, saindo do estacionamento:
          
          — Relaxa, ainda tem tempo.
          
          Ryujin não disse nada. Encostou a cabeça no vidro, observando a paisagem passar enquanto seus pensamentos giravam em torno de uma certa ruiva.
          
          "Ela é só uma garota. Uma garota como qualquer outra."
          
          Mas não era. Não pra Ryujin.
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ShinRyujin966

​— Fica aqui. Eu vou atrás de um penico para você — Ryujin disse, se levantando da cama.
          
          ​— Tá — Chaeryeong disse, o medo ainda visível em seu rosto.
          
          ​Ryujin foi até a porta. Ela a abriu e viu um abismo de escuridão. Depois de olhar para os dois lados, ela fechou a porta e foi em direção ao celular. Mas assim que a porta fechou, o som de uma batida ecoou.
          
          ​tom-tom-tom-tom-tom!
          
          ​As duas garotas se assustaram, e ficaram paralisadas com os olhos arregalados olhando para a porta que batia novamente.
          
          Tom-tom-tom-tom-tom!
          
          Ryujin, com o coração acelerado, foi lentamente em direção à porta. Ela pegou na maçaneta, suspirou e abriu, e...
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ShinRyujin966

Relâmpagos dançavam, riscando o céu como cicatrizes de luz.
          O vento açoitou o rosto de Ryujin, fazendo seu cabelo voar descontrolado, como se também quisesse fugir daquele cenário.
          Ela ficou ali, imóvel, como se pudesse entender tudo apenas... olhando.
          
          Dentro dela, havia um silêncio que nenhuma sirene poderia interromper.
          Tristeza. Angústia. Um vazio do tamanho da Terra.
          
          — Tem algo de anormal com o nosso planeta nesses últimos dias. — disse Hyunjin, surgindo atrás dela, os olhos também presos no horizonte tempestuoso.
          
          Ryujin não se virou.
          
          — E isso não é só aqui na Coreia... — sua voz era calma, baixa, quase resignada. — É no mundo todo.
          
          Hyunjin respirou fundo, o vento sacudindo o crachá em seu peito.
          
          — O aquecimento global sempre foi causado por nós mesmos... pela queima de combustíveis fósseis, pelo desmatamento, pelas queimadas, por tudo que achávamos ser progresso.
          Sempre achamos que tínhamos tempo. Mas talvez nunca tivéssemos.
          
          Ryujin apertou os olhos diante de um relâmpago particularmente forte. A tempestade agora já engolia parte da cidade à frente.
          
          — Nosso planeta está chegando ao fim...— disse ela, ainda sem olhar para ele. — E não há nada que possamos fazer.
          
          Um trovão ribombou sobre eles como um aviso do céu.
          
          Hyunjin deu um passo mais perto, como se buscar abrigo na presença dela.
          
          — Isso só vai piorar, Ryujin. A gente precisa pensar num jeito de... sobreviver.
          
          Ela finalmente o encarou.
          
          Seus olhos estavam firmes, mas dentro deles, algo já havia se quebrado.
          
          — Ficar aqui nesse planeta por mais alguns dias... será uma sentença de morte pra humanidade.
          
          Hyunjin engoliu em seco.
          
          — O que faremos, então?
          
          Ryujin deu um último olhar ao céu, onde as nuvens giravam em fúria sobre a cidade, como olhos prestes a fechar.
          
          — Tem que haver algum jeito. — ela sussurrou, antes de descer apressadamente as escadas, deixando Hyunjin sozinho com o rugido da tempestade.
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ShinRyujin966

O céu começou a mudar.
          
          Primeiro vieram as ondas suaves de verde, como véus ondulando em câmera lenta. Depois, nuances de roxo e azul começaram a se entrelaçar como pinceladas vivas. A aurora boreal tomava o céu com uma elegância impossível de descrever. As árvores pareciam se curvar, respeitosas, diante daquela dança celestial.
          
          Ryujin sentou-se sobre a neve, apoiando os cotovelos nos joelhos, olhos fixos nas luzes. Beomgyu se sentou ao lado, mais quieto do que o normal.
          
          — É surreal... — ele murmurou, como se estivesse com medo de quebrar a magia com o som da própria voz.
          
          — É... parece que tudo para. — disse Ryujin, com um brilho intenso nos olhos. — Mesmo que por alguns minutos... a gente esquece de tudo.
          
          Beomgyu olhou para ela de lado. Os olhos dela refletiam as cores do céu. E naquele instante, ele sentiu algo que não conseguiu descrever — como se a beleza da aurora tivesse se dividido entre o céu e o sorriso dela.
          
          — Sabe... — ele começou, um pouco sem jeito. — Nunca imaginei que uma coisa tão bonita fosse ficar ainda mais bonita... com alguém do lado.
          
          Ryujin o olhou, surpresa pela honestidade na voz dele. Ela não disse nada de imediato. Apenas sorriu. Um sorriso real, tranquilo, como se ele tivesse acertado sem querer numa ferida adormecida, e ao mesmo tempo a tivesse curado.
          https://www.wattpad.com/story/348220068

ShinRyujin966

Quando finalmente alcançou a porta do quarto, Yeji suspirou aliviada — uma pausa curta no inferno. A mão tremia levemente ao tocar a maçaneta. 
          
          — Como foi a aula? 
          
          A voz dele rasgou o silêncio como uma navalha. 
          
          Yeji paralisou, o corpo inteiro travado de medo. 
          
          Ele continuava sentado, sem sequer virar a cabeça, mas sua presença era tão sufocante quanto um grito. 
          
          Yeji engoliu seco e diz:
          
          — F-foi boa... — ela respondeu com a voz baixa, ainda encarando a maçaneta, como se o quarto fosse uma saída de emergência. 
          
          — A pia tá cheia de louça, que era pra você ter lavado ontem. 
          
          Yeji fechou os olhos por um segundo, respirou fundo. 
          
          — Eu já vou lavar, senhor Park. 
          
          Houve um segundo de silêncio. Então: 
          
          — Me chame de pai. Eu sou seu pai agora. 
          
          Cada palavra pesava como chumbo. Yeji sentiu a garganta fechar. 
          
          — D-desculpa... pai. Eu já vou lavar a louça — disse, a voz quase falhando. 
          
          Um sorriso torto - invisível para ela — surgiu no rosto sujo de J.Y. Park. 
          
          — Vou acreditar em você... como acreditei ontem. 
          
          Yeji apertou a maçaneta e girou bem devagar. A madeira velha do quarto rangeu ao se abrir, mas o som foi abafado pela tensão em seus ouvidos. 
          
          Ela ia entrar. Ia escapar para o único lugar onde podia respirar. 
          
          — VAI LOGO!! — gritou ele de repente, virando o rosto para trás com os olhos entreabertos. 
          
          Yeji deu um pulo de susto, um pequeno grito escapando involuntariamente. Entrou rapidamente no quarto, trancou a porta com um clique apressado, encostou as costas contra ela e deslizou até o chão. 
          
          Seu coração batia como se fosse explodir. 
          
          Ficou ali por alguns segundos, tentando recuperar o controle, sentindo a garganta arder. Mas ela não chorava. Não mais.
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Backelado

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          Ass: Matheus Cândido