@MundoSubaquaticos
Will Turner.
— Eu não sou bruxa!
A voz da garota ecoou pelas ruas movimentadas de Port Royal, misturando-se ao barulho incessante da cidade. Assisti à situação perplexo, perguntando-me como a situação mudara tanto de uma hora para outra.
— Precisam mesmo algemá-la? — questionei, dando um passo à frente.
— Não se meta nisso, Turner. — o guarda repreendeu-me, levando a mão à bainha da espada como um sutil aviso. — Vamos levá-la para o forte.
O guarda a puxou corpo bruscamente, rumo ao forte.
— Já disse que não sou uma bruxa! — ela tornou a falar.
Em meio à confusão da cidade, sua voz passava desapercebida por muitos. Uma ou outra pessoa cochichava, curiosas com a movimentação repentina. Entretanto, Port Royal estava acostumada com espetáculos. O guarda continuou a arrastá-la.
Fiquei parado tentando processar a cena. Eu não a conhecia, mas ela não parecia uma bruxa, apenas uma garota perdida em uma cidade supersticiosa. Questionei-me o que poderia fazer sozinho. Ir contra os guardas era burrice, mas assistir calado a uma inocente ser condenada a forca era ainda pior.
Além de mim, ninguém parecia se importar. Os comerciantes e estivadores seguiam suas vidas como se nada anormal estivesse acontecendo. Aparentemente, acusar uma mulher de bruxaria era algo comum.
Conforme eles se afastavam, eu já não podia ouvir o que ela falava. Meu senso de justiça gritava dentro de mim, eu precisava fazer alguma coisa.