Imaginemos o seguinte: seu pai viajou para o exterior e, após longos anos longe de casa, ele anunciou seu retorno. Todos da família se reuniram para recebê-lo com muita alegria e festividades. Porém, não era isso o que lhe esperava: eles pretendiam matá-lo! Espancaram-no até não sobrar mais canto imaculado se sangue. Entregaram-no às autoridades sobre falsas e distorcidas acusações. Imagine, que horror, seus próprios filhos, que tanto o esperaram para voltar, estavam-no descartando da forma mais vil e cruel possível. E não acabou por aí. As autoridades caçoaram dele, despiram-no e o fizeram carregar morro acima, no meio da multidão que o acusava, o pilar no qual padeceria. Que humilhante situação; que só piorava. Pendurado na madeira com os ossos estendidos e quase todos a mostra, foi-lhe entregue um último título: O pai da sua família. Mas, de fato, não o era? Mas todos eles o julgaram, condenaram-no e o martirizaram. Salvo sua mãe que, sozinha, sustentava o último fio de vida que restava ao seu amado filho.
Passemos essa trágica história de uma situação hipotética para uma real. Isso aconteceu. Nesta quinta-feira santa nosso Pai foi traído pelos seus discípulos e entregue por aqueles que o esperavam.
Na sexta-feira da Paixão Nosso Senhor foi flagelado pelos nossos pecados, coroado de espinhos pelas ofensas e crucificado para a redenção, após passar por um longo calvário.
Entretanto este nosso Pai, no Sábado de aleluia, ressuscitou! Então que hoje, no Domingo de Páscoa, lembremos deste sacrifício que fez Nosso Senhor Jesus Cristo para a nossa salvação!! Que as famílias reúnam-se para anunciar a boa nova, permitindo que Jesus ressuscitado visite o vosso coração como fez com sua amável mãe. Não substituamos os martírios tão duros e cruéis que Jesus passou, pela nossa e para nossa causa, por coelhinhos de Páscoa gulosos e de olhos vermelhos. Comamos os chocolates em comemoração à ressurreição de Jesus! Uma Santa Páscoa!!