A antiga lenda indígena do Sol e da Lua atravessa gerações, fascinando com suas versões adaptadas por diversas culturas. Em tempos de eclipses, esses astros se encontram brevemente, mas seu amor proibido persiste desde o início dos tempos, sempre escondido até serem forçados a se separar.
Cansados dessa eterna separação, o Sol e a Lua decidem reencarnar como humanos, comprometidos a viver seu amor até o último suspiro. Assim, o Sol torna-se uma jovem de cabelos dourados e pele bronzeada, enquanto a Lua se transforma em um rapaz de pele clara e olhos azuis profundos. Unidos pelo destino, esses dois amantes enfrentam a imposição de nunca serem vistos juntos por outros, mantendo seu amor proibido intacto por décadas.
Mesmo diante da morte e da separação, o amor entre o Sol e a Lua brilha como um raio de esperança no meio da escuridão, mostrando que, nas situações mais desamparadas, sempre existe uma luz no fim do túnel.
Havia curiosos que diziam que os sonhos eram conexões do universo, podendo ser um sonho adocicado como açúcar ou um pesadelo amargo como limão, tendo inúmeros significados e contextos, mas eu mesma nunca acreditei nisso. Não até sonhos se repetirem e eu ouvir a mesma melodia misteriosa que me prende do começo ao fim em meus sonhos.
A melodia era tanto harmoniosa quanto hipnotizante e sempre levava ao mesmo local nos sonhos: A beira de um lago. O lago era cristalino, parecia fazer referência ao que era real e o que era lúcido, pois suas águas mostravam os céus do local, mas também o lago na realidade, a ambientação era suave como em uma pintura a óleo e ao mesmo tempo trazia o conforto de quando estamos em casa.
Os sonhos não me traziam ali atoa. Eu sempre encontrava ele ali, sempre esperando, como se soubesse que ali era nosso lugar... Talvez algum dia eu o encontre e possa realmente segurar as mãos dele, não como nos sonhos tão realistas.
★ Para mais informações, leia "Le soleil revient toujours", disponível no Wattpad e FirePlume!