Segredos do Azul — Narrando
Se em algum momento tudo parecer rápido demais, se o coração disparar antes da mente alcançar, se as expectativas começarem a correr na frente dos pés, eu recomendo: pare!
Não como quem desiste.
Mas como quem respira.
Dar um passo para trás não é fugir. É observar.
É alinhar o que se sente com o que se pode oferecer. É perguntar, em silêncio, se o caminho ainda faz sentido ou se virou apenas pressa disfarçada de intensidade.
Porque o fim... ah, o fim é sempre sedutor.
Todo mundo fala sobre chegar, conquistar, alcançar. Mas quase ninguém presta atenção no percurso — nos detalhes pequenos, nos gestos que não pedem aplauso, nas pausas que salvam relações de se tornarem promessas vazias.
Eu acredito que o percurso revela mais do que qualquer destino. É nele que descobrimos se estamos sendo gentis, se estamos respeitando o tempo do outro, se ainda somos nós mesmos ou apenas versões ansiosas do que achamos que deveríamos ser.
Se algo for verdadeiro, ele espera.
Se for cuidado, ele entende o silêncio.
Se for amor, não exige corrida — caminha ao lado.
E se não for... então o passo para trás terá sido a forma mais bonita de seguir em frente.
História — para onde nos atrai o azul?