Às vezes a gente termina de escrever e fica aquele calorzinho no peito. A gente relê o próprio texto e pensa: "Nossa, ficou incrível!" Já imagina as pessoas lendo e se emocionando, comentando, compartilhando... É uma sensação maravilhosa.
Mas aí você posta, e o silêncio chega. Aos poucos, aquele calorzinho vai esfriando. Você vê que quase ninguém leu, e aquele mundo inteiro que você construiu com tanto carinho parece que passou despercebido.
É um baque. Dói. Porque aquilo que era tão importante para você, para os outros pode ser só "mais uma história".
É aí que eu quero chegar perto, dar um tapinha no seu ombro e te dizer o mais importante: nunca esqueça por que você começou a escrever.
Você não começou por likes ou views. Você começou porque tinha uma história dentro de você que precisava sair. Uma vontade, um personagem, um sentimento que não cabia mais aí dentro.
Escreva, primeiro e sempre, para você.
Escreva para colocar a alma em ordem. Escreva para se divertir. Escreva para entender o mundo e os seus próprios sentimentos. O seu valor como escritor não está nos números, mas na coragem de criar algo do zero, só seu.
Se você não acreditar no valor da sua própria voz, fica difícil para os outros ouvirem. Mas se você continuar, se você tratar a sua criatividade com carinho, isso transborda. Pode ser devagar, pode ser para poucos, mas a autenticidade sempre encontra o seu caminho.
Então, por favor, não desista. Não apague as histórias. O mundo precisa ouvir o que só você pode contar. E mais do que o mundo, você precisa contar.
Porque no final do dia, a pessoa mais importante que você está inspirando é aquela que está ali, do outro lado da tela, persistindo. Você mesmo.