akiranobre

"Querido vazio…
          	
          	a solidão corre em minhas veias
          	como um inverno lento que nunca termina.
          	
          	Estou cercado de vozes, risos e mãos estendidas,
          	mas ainda assim existe um abismo entre mim e o mundo.
          	
          	Tenho amigos. Tenho nomes que me chamam.
          	Ainda assim, quando a noite cai,
          	sou apenas eu encarando esse silêncio faminto dentro do peito.
          	
          	É estranho sentir-se sozinho
          	mesmo no meio de tantas presenças.
          	
          	Como se ninguém pudesse alcançar
          	essa parte quebrada que escondo atrás dos sorrisos.
          	
          	E então eu volto para você, vazio…
          	o único que nunca vai embora."

akiranobre

"Querido vazio…
          
          a solidão corre em minhas veias
          como um inverno lento que nunca termina.
          
          Estou cercado de vozes, risos e mãos estendidas,
          mas ainda assim existe um abismo entre mim e o mundo.
          
          Tenho amigos. Tenho nomes que me chamam.
          Ainda assim, quando a noite cai,
          sou apenas eu encarando esse silêncio faminto dentro do peito.
          
          É estranho sentir-se sozinho
          mesmo no meio de tantas presenças.
          
          Como se ninguém pudesse alcançar
          essa parte quebrada que escondo atrás dos sorrisos.
          
          E então eu volto para você, vazio…
          o único que nunca vai embora."

akiranobre

"Querido vazio…
          
          já não consigo mais sentir — e é isso que mais dói.
          Queria sentir qualquer coisa, até o peso da dor seria prova de vida.
          
          Mas agora me vejo como um preço esquecido numa prateleira alta,
          uma coisa fora de lugar, sem dono, sem toque, sem nome.
          
          Habito uma casca que não me reconhece,
          um corpo que anda por hábito, não por presença.
          
          E dentro… só esse silêncio que não responde,
          só esse eco que não devolve ninguém."