POR NOSSOS ÚLTIMOS DIAS CAP. 12
A mão de Taehyung fechou nos dois pulsos dele, impedindo os socos de continuarem. Subiram, presas sob a cabeça, o empurrando contra o estofado sem esforço, sem pressa, até as costas baterem de volta no sofá, os braços esticados acima da cabeça, o corpo aberto.
Antes que pudesse debater de novo, sentiu a quentura da palma livre de Taehyung ao redor do pescoço, a pressão aumentando devagar, roubando o ar sem machucar.
Não apertou de vez. No começo, veio só o peso da palma encaixando na frente da garganta, larga, quente, os dedos abrindo pela lateral, o polegar parando em cima do ponto onde o sangue batia.
Os olhos de Jungkook arregalaram. Foi a única parte dele que se mexeu, o resto cedeu de uma vez, sem escalonar, sem negociar, sem passar pela cabeça: os ombros descendo, a coluna assentando, a mandíbula soltando, o peso inteiro entregue ao estofado em meio segundo, os punhos presos lá em cima parando de puxar, os dedos abrindo, ficando abertos.
Dentro dele fez silêncio. Fazia semanas que caía sem saber; a queda só apareceu quando parou. Tinha parado. Tinha alguém segurando.