Vivemos em uma sociedade de aparências,
Aonde somos reféns de nossa carência,
A priori era rosa - azul, azul e rosa,
Então o que eu faço mamãe,
Se eu me sinto violeta?
Acredite, eu já tentei,
Já gritei e esperneei,
Mas eu não consigo mudar,
Só consigo me machucar.
Vivemos em uma sociedade de aparências,
Aonde somos reféns de nossa carência,
Mamãe, me desculpa,
Mas eu sou violeta.
Mamãe, estou com medo,
Eles me olham, me encaram,
Me perfuram e sufocam,
Mas não me assustam tanto,
Quanto te pergunta:
Vivemos em uma sociedade de aparências,
Aonde somos reféns de nossa carência,
Mamãe, me desculpa perguntar,
Mas você ainda vai me amar,
Mesmo eu sendo assim, Violeta?
- Ana Carolina de Moura Barbosa.
Estava inspirada então resolvi fazer esse poema. O que acharam?