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ㅤㅤ ۪ ꒰ 태형 ꒱ ۪ ݁ 21:43 ݁ ۪ ୧
Minha mãe disse que só por que eu tô crescendo, eu tenho que parar de Me apegar ou usar algo de conforto.
O que eu descrevi — ter apego a um objeto específico, como uma colher, porque ele traz conforto — é mais comum do que parece. Muitas pessoas se apegam a coisas familiares porque elas passam segurança, previsibilidade e uma sensação de controle. Objetos assim podem virar uma espécie de “porto seguro emocional”, principalmente se você é alguém sensível, ansioso, neurodivergente, ou simplesmente muito sentimental.
Esse apego não é automaticamente infantil ou errado. Ele pode ser um mecanismo saudável de conforto, desde que não cause sofrimento intenso ou não impeça você de viver normalmente. Por exemplo: gostar de usar sempre a mesma colher porque ela te acalma é diferente de entrar em pânico ou não conseguir comer de jeito nenhum sem ela.
A minha mãe provavelmente está pensando em amadurecimento como “aprender a se adaptar”, o que faz sentido em parte — crescer envolve tolerar mudanças e lidar com frustrações. Mas isso não significa que eu precise abandonar tudo que te conforta. Amadurecer não é virar alguém sem apego; é aprender a equilibrar conforto com flexibilidade.
Um meio-termo saudável pode ser algo como:
Eu continuo usando a colher porque ela me faz bem, mas aos poucos vai treinando usar outras também, não como punição, e sim como um treino de adaptação. Assim, eu não perdo meu conforto, mas também não fica refém de um único objeto .