O aroma do chá preto e das folhas de papel velho era uma constante naquele gabinete, um perfume terroso e familiar que, hoje, parecia carregar o peso dos desaparecimentos que eu viera discutir. Enquanto o Duque Wriothesley detalhava os factos com sua meticulosidade habitual, minha atenção dividia-se entre a gravidade das suas palavras e a leitura dos silêncios que as pontuavam. Era um homem de ação, mas suas pausas revelavam mais do que ele provavelmente gostaria.
Foi então que a porta se abriu, sem um ruído sequer.
Ela entrou como uma aparição, uma névoa pálida e sólida que desafiava a escuridão austera do ambiente. O branco neve do seu cabelo, o preto severo do seu tailleur, a alvura quase translúcida da sua pele—tudo nela era um contraste deliberado. Seus olhos, da cor de um rubi suave, pousaram em Wriothesley com uma familiaridade tranquila antes de se voltarem para mim. E nesse momento, sob a superfície da minha postura impecável, algo inusitado aconteceu: a minha antiga certeza de que já tinha visto todos os tipos de pessoas em Fontaine mostrou uma fissura.
O cumprimenta dela foi simples, sutil, um pequeno aceno de cabeça, ela apenas perguntou se Wriothesley já havia explicado o motivo da reunião:
— Sim, ja expliquei o motivo, e os apresentado Neuvillette está é Helena Lacroix perita criminal chefe, Helena este é o Ludex, e por favor prossiga com o seu relatório.